O Colégio Americano de Medicina do Esporte divulgou pesquisa sobre as principais tendências de saúde e fitness para 2018. O estudo foi realizado de forma eletrônica, com mais de 4 mil profissionais de vários países, para determinar quais seriam os destaques deste ano. Veja o que está em alta.

Imagem ilustrativa da imagem As principais tendências fitness para 2018



Treinamento para idosos é forte tendência

O treinamento para a pessoa idosa está entre as tendências para 2018. Mas qual é a idade para praticar os exercícios? Quando podemos começar e até quando devemos praticar? O personal trainer Andranike Fonseca informa que qualquer criança, a partir dos 6 anos, pode praticar esportes de forma lúdica, mas a musculação é recomendada a partir dos 12 anos, quando se adquire uma consciência sobre o corpo.

Já o limite máximo não existe, desde que tenham acompanhamento médico e orientação de um profissional de educação física. "Tem outras questões, o idoso precisa começar devagar e eu sempre pergunto se estão se alimentando direito e tomando água, porque é preciso se alimentar e se hidratar", afirma Fonseca, lembrando também sobre o uso de roupas leves e calçados adequados.

Otoniel Ferreira, 88, começou a praticar exercícios há 1 ano e vê resultados. "Quero fazer enquanto eu tiver condições, não quero parar"
Otoniel Ferreira, 88, começou a praticar exercícios há 1 ano e vê resultados. "Quero fazer enquanto eu tiver condições, não quero parar" | Foto: Divulgação


Segundo o educador físico, o idoso ativo melhora a composição corporal, diminui as dores articulares, faz a manutenção da densidade mineral óssea, melhora o perfil lipídico, aumenta a capacidade aeróbia, ganha força e flexibilidade, além de adquirir autoconfiança, autoestima, socialização e autonomia.

Ao mesmo tempo, o profissional menciona que nesta faixa etária não é tão simples fazer uma atividade, por isso, não é seguro recomendar que façam caminhadas por conta própria, é preciso ter o apoio, pois cada indivíduo tem a sua necessidade e suas limitações. "Desde comprar um calçado, não é simples para o idoso, é preciso orientação", afirma.

Otoniel Ferreira, 88, optou pelo treinamento personalizado há 1 ano. "A intenção era não ficar muito tempo parado. O médico recomendou e eu já senti diferença no dia a dia para caminhar, eu tenho mais força nos braços e nas pernas. Eu me sinto melhor, o exercício faz bem para o corpo", conta o aposentado que diz não ter preguiça. "Eu gosto, faço por alegria."

O educador físico salienta que, independente da atividade, é preciso considerar o perfil do aluno. "Um idoso que vai no mercado e pega duas sacolinhas de dois quilos cada, sobe escada, essa pode ser a necessidade dele do dia a dia. Por isso é preciso avaliar a condição e sua capacidade física", afirma. Ferreira acredita que seu avanço seja gradual, por isso não pretende desistir. "Quero fazer enquanto eu tiver condições, não quero parar. Eu recomendo que outros façam também, não pode ficar parado", finaliza.

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