Assim como praticamente todo usuário de redes sociais, o contador Francisco Bruno Calixto de Lima já se deparou com muita informação equivocada. Mas enquanto outras pessoas ficam na dúvida sobre como agir frente a elas, ele não. Com jeito e embasado em dados e informações confiáveis, mostra que o que está sendo compartilhado não é verdade. "Antes eu só observava mas comecei a ver amigos sendo lesados. É como uma onda, você deixa e aquilo vai levando."

Para ele, quanto mais absurdo o assunto, mais as pessoas sentem necessidade de compartilhar. Ele confessa que no início também compartilhava algumas coisas, mas acabou parando para pensar no que estava repassando, foi construindo formas de se policiar e depois passou a compartilhar a verdade. Lima relata que tenta não ser agressivo, porque nesse caso a pessoa acaba se fechando e vai ficar na defensiva, ao invés de ir pesquisar.

"Às vezes acabo gerando certo desconforto, mas informo com dados, com uma fonte correta, tento fazer a pessoa pensar. Tem que situar a pessoa do que está acontecendo, questionar fontes, dados. Tem gente que mesmo vendo isso diz que a rede social é dela e que quer continuar (compartilhando). Nesse caso penso que meu trabalho está feito", explica.

Lima diz que nunca bloqueou ou excluiu amigos por causa de divergências de opinião, mas acredita que umas "duas ou três vezes" foi excluído. "Não acho que você tem que excluir ou bloquear, tem é que debater, trocar ideias. Muitas vezes leio absurdos e vejo todo mundo concordando. Depois que falo, outros vão lá (na publicação) e comentam. Tem amigo que sempre faz uma discussão aberta, outras pessoas se posicionam também", diz.

Entre os assuntos polêmicos, ele lista de tudo um pouco: doenças, Copa do Mundo, política. "É bem sazonal. Agora é época forte de política, deve piorar. Mas espero que haja alguma forma de regulamentar isso, porque as fake news podem influenciar uma eleição." (Érika Gonçalves/Reportagem Local)

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