Em setembro, o grupo vocal Chorus Unopar irá completar 10 afinados anos. Nasceu em Presidente Prudente (SP) e deveria ter durado apenas uma festa de casamento. ‘‘A mãe da noiva nos chamou para cantar a música Luciana ’’, lembra Tânia Silveira, coordenadora do grupo.
A apresentação fez tanto sucesso que surgiram outros tantos convites para casamentos, aniversários e formaturas. Desde então, o grupo – formado por 15 integrantes – não parou mais de cantar e se apresentar pela região. Numa dessass viagens, desembarcou em Londrina.
Depois do terceiro ano se apresentando em formaturas dos alunos da Universidade Norte do Paraná (Unopar), o grupo recebeu um convite do chanceler Marco Antonio Laffranchi para se mudar para Londrina. E desde agosto do ano passado, o Chorus é cidadão londrinense e adicionou Unopar ao nome.
Dos 15 integrantes, nove são cantores (cinco homens e quatro mulheres). Tânia Silveira, além de coordenadora, também é maestrina e pianista. É a única do grupo que se dedica inteiramente ao projeto. Os outros integrantes têm dupla jornada, divindo-se entre os ensaios e profissiões diferenciadas, da advocacia à nutrição.
Como parte do acordo com a Unopar, os integrantes também prestam serviços à Universidade no expediente normal. Os ensaios acontecem sempre à noite – são nove horas semanais. ‘‘Ensaiamos no início da semana porque nos finais de semana acontecem as apresentações’’, conta Tânia.
‘‘Nossos planos são de estar só cantando daqui um tempo’’, garante a coordenadora. Num futuro próximo o grupo também planeja a gravação de mais um CD – já tem três no currículo. ‘‘Por enquanto estamos em fase de adaptação com a nova cidade’’, diz Tânia. Para a coordenadora e maestrina, todos ganharam muito nesse tempo.
‘‘Tenho me surpreendido muito com a vida cultural de Londrina, mas acredito que nosso trabalho também têm surpreendido as pessoas. É que tem sido inédito’’, explica.
E inédito mesmo foi a parceria com a seleção brasileira de Ginástica Rítmica (GR), que treina em Londrina. O grupo cantou ao vivo na apresentação das ginastas durante a Copa Quatro Continentes (dezembro de 2001). Foi a primeira vez que isso aconteceu em todo o mundo – tanto é que, segundo Tânia, eles apareceram no endereço virtual da federação mundial de GR. Até então, algumas apresentações tinham tido acompanhamento de instrumentos, mas nunca com vozes. Inspiradas, as ginastas acabaram conquistando o título de campeãs da Copa. ‘‘É uma responsabilidade’’, diz a coordenadora. Em julho, a parceria será repetido em um torneio em New Orleans (EUA).
Com um repertório de cerca de 400 músicas, o grupo Chorus Unopar diz ter vocação eclética, mas nem tanto. ‘‘É que não cantamos axé, nem sertanejo’’, explica a maestrina.

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