A atriz Leila Lopes voltou a estudar a história do Brasil. Tudo para compor a Condessa de Iguaçu, personagem principal da microssérie ''Entre o Amor e A Espada'', que vai ser exibida a partir do dia 24 na Rede Brasil. Realizada pela Wedo Produções, de São Paulo, a série vai contar em cinco capítulos de trinta minutos cada a história da filha bastarda de Dom Pedro I com a Marquesa de Santos, que acabou chocando toda a sociedade do Século XIX. ''A Condessa é o que pode se chamar de uma mulher guerreira. Ela lutou contra tudo e contra todos pela sua sobrevivência'', vibra a atriz, que admite nunca ter se interessado muito pela História nacional.
Só que a partir do momento que foi confirmada para protagonizar a microssérie, Leila conta que passou a pesquisar minuciosamente a época em que o Brasil era governado por um imperador. ''Este trabalho me fez resgatar o meu civismo e o meu patriotismo'', empolga-se. Apesar dos 12 anos de carreira na televisão, Leila passou por um teste para assegurar a personagem. ''Acho que eles queriam uma pessoa desconhecida, não tão popular'', imagina Leila.
Mas a atriz acabou insistindo com os diretores que ela reunia condições de interpretar a personagem. Depois de fazer o teste interpretando a própria Condessa, ela ficou com o tão desejado papel. ''Lutei porque sabia que este trabalho iria me acrescentar muito profissional e culturalmente'', enfatiza a atriz. Leila soube deste projeto por acaso. Ao visitar a produtora, o diretor da minissérie Dimas de Oliveira, que também escreveu o roteiro, deixou a atriz fascinada ao contar detalhes do projeto. ''Acho importante levar para o grande público um pouco mais de nossa História. Falta muito isso na televisão aberta'', critica.
A iniciativa da Rede Brasil também é destacada pela atriz. Ela acredita que se a produção alcançar uma boa audiência vai acabar estimulando outras emissoras. ''Está mais do que na hora de fazer produções de qualidade. Chega de tantas futilidades e melecas na televisão'', enfatiza a atriz. Além de Leila, estão confirmados no elenco os atores Pedro Palli, para viver o Dom Pedro I, Cida Marques no papel de Dona Amélia, e Rejane Marques como Marquesa do Santos. O cantor Falcão vai fazer uma participação como um violeiro. ''São pessoas que fizeram este trabalho com muita determinação. Este pode ser um diferencial da microssérie'', completa.
Para dar um pouco mais de veracidade ao trabalho, a produtora gravou muitas cenas nos mesmos cenários cariocas frequentados pela corte do imperador Dom Pedro I no Século XIX, como a Ilha Fiscal e o Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista, além do Museu Imperial de Petrópolis, que era o palácio de Verão do imperador na Região Serrana do Rio de Janeiro. ''Foi muito gratificante frequentar estes ambientes. E o público vai perceber toda a importância destes lugares'', enaltece Leila, que se projetou nacionalmente como atriz ao interpretar a professorinha Lu na novela ''Renascer'', de Benedito Ruy Barbosa.
Ainda com Benedito, ela fez ''O Rei do Gado'', na pele da dissimulada Susane. E o terceiro trabalho com o autor só não foi concretizado por causa de uma fatalidade. Ao voltar para São Paulo, depois de negociar sua participação em ''Terra Nostra'' - ela iria atuar no núcleo espanhol -, Leila se envolveu num acidente de carro, onde acabou fraturando sete costelas. ''Acho que realmente não era para ter feito aquele trabalho'', lamenta a atriz, que garante não estar totalmente desvencilhada com a Globo. Ela conta que mantém um bom relacionamento com a alta cúpula da emissora. ''Até hoje troco e-mail com a doutora Marluce Dias'', gaba-se.

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