Vocação para o riso
Escrachada talvez seja o melhor adjetivo para Regina Casé. Ela faz caras e bocas praticamente desde que nasceu, no dia 25 de fevereiro de 1954, no Rio de Janeiro. A própria mãe da atriz, Dona Heleida, foi assistir à primeira peça da filha e comentou que não via graça nenhuma. Afinal, a Regina que estava no palco era a mesma que ela tinha em casa. A estréia de Regina Casé na tevê aconteceu num dos episódios de ''O Sítio do Pica-Pau Amarelo'', dirigido por seu pai, Geraldo Casé. ''Nunca tive a pretensão de ser atriz dramática. O que gosto mesmo é de fazer coisas engraçadas'', confessa.
A inclinação de Regina Casé para o humor se intensificou em 74, quando ela ajudou a criar o grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone. Nele, Regina trabalhou ao lado de Luiz Fernando Guimarães, Perfeito Fortuna, Hamilton Vaz Pereira, Evandro Mesquita e Patrícia Travassos. Em sete anos de grupo, Regina participou de diversos espetáculos, como ''Aquela Coisa Toda'', ''O Inspetor Geral'' e ''Trate-me Leão'', que rendeu um Molire à atriz. ''Até os 30 anos, não conseguia fazer teatro porque a censura não deixava. O que eu podia fazer? Me diverti à beça com o Asdrúbal'', avalia.
Em 81, Regina deixou o Asdrúbal e enveredou pela tevê. Ao longo dos anos, destacou-se pelo humor histriônico. Dos humorísticos de que participou, guarda saudades dos tradicionais ''Os Trapalhões'' e ''Chico Anysio Show'' e dos irreverentes ''Brasil Legal'' e ''TV Pirata''. Depois de anos dedicados ao humor, Regina investiu numa faceta mais jornalística. Em 91, conciliou humor e jornalismo no elogiado ''Programa Legal''. ''Conheci muita gente nessas minhas andanças pelo Brasil afora. Sempre quis entender como certas pessoas conseguem ser felizes mesmo levando uma vida tão dura'', justifica.





