Viva a liberdade!
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de setembro de 2001
Dominique Ageorges 
Aspecto cossaco ou ar romântico, anos pop ou lantejoulas da década de 80, botas e muito couro: a moda outono-inverno 2001-2002 oferece às mulheres uma imensa liberdade para valorizar sua personalidade.
''Já não há ditadura da moda'', lembra Sylvie de Chirée, chefe de redação da revista ''Elle'', que mostra em sua edição atual sete tendências deste início de temporada. ''Estamos longe do minimalismo dos anos 90 e do pensamento único. Hoje, vivemos uma época de auge de idéias e cada um pode encontrar a sua preferida''.
Babeth Djian, chefe de redação da revista ''Numero'', faz uma análise semelhante. ''A moda é lúdica, é uma moda de prazer, que permite à mulher reiventar-se em função da sua personalidade'', diz.
Já a ''Vogue'', transforma a liberdade em lema em sua edição de setembro: ''Moda: todos os desejos''. Seguindo esse princípio, as tendências podem jogar também com os opostos. A mulher pode ser cossaca de dia, com gorro de pele e longo casaco militar, e se cobrir de lantejoulas à noite, resgatando o estilo night-club dos anos 80.
O estilo masculino-feminino alterna a moda de evocação hippie e o neo-romantismo. Os anos 60 também voltaram com minissaias e impressões óticas. As botas brancas em estilo Courrèges estão em alta.
Os quadrinhos também são fonte de inspiração, disputando com o smoking, que retorna como uma enésima homenagem a Yves Saint-Laurent. As cores reivindicam a liberdade. O preto predomina, mas os contrastes são permitidos, inclusive com as cores pop mais brilhantes.
Entre as estrelas da temporada estão as botas de cano longo de salto alto ou baixo e as capas longas ou curtas, que não eram vistas há muito tempo. O couro, polido, estampado ou natural, é abundante, enquanto as peles são relegadas a acessório, em gorros (indispensáveis para o look cossaco) ou em forma de pompons de visom, enfeitando blusas ou escarpins.
''Os estilistas criaram, principalmente, pequenas peças de pele'', assinala Sylvie de Chirée. Isso se deve não apenas à influência das associações que lutam contra o uso de pele de animais, mas também ao fato de que um casaco de pele poder fazer a mulher que o veste parecer 10 anos mais velha, opinam jornalistas especializadas.


