Taumaturgo Ferreira já é um velho conhecido de Roberto Talma, novo diretor de ‘‘A Padroeira’’. Na verdade, foi o diretor com quem o ator mais trabalhou em sua carreira. O primeiro contato foi em 1980, quando foi contratado pessoalmente por Talma para fazer ‘‘Cara a Cara’’, primeira de uma série de novelas na Band. Na Globo, os dois se encontraram na minissérie ‘‘Anos Dourados’’, e nas novelas ‘‘Top Model’’, ‘‘Mandala’’ e ‘‘Renascer’’, além de especiais, como ‘‘Gata Roqueira’’ e ‘‘Lúcia McCartney’’. Já na produtora JPO, Taumaturgo acabou sendo contratado por uma ano e meio e participou de ‘‘Colégio Brasil’’ e ‘‘Dona Anja’’ sob o comando do diretor. ‘‘O fato de ter sido um pedido do Talma, sem dúvida, foi determinante para aceitar o papel’’, frisa o ator.
Taumaturgo arrisca uma comparação entre ser dirigido por Roberto Talma e Walter Avancini, com quem fez, por exemplo, a minissérie ‘‘Grande Sertão Veredas’’. Para o ator, Avancini impõe um clima mais severo no set de gravação. Talvez seja o mais exigente de todos, o que faz com que alguns atores tenham medo dele. Avancini seria como um professor severo, que castiga o aluno mais desatento. O lema dele é: ‘‘se tudo é medíocre, nós não vamos ser’’. Avancini exige a superação do ator. ‘‘Mas ele não é desleal. Já fiquei sem olhar na cara dele nas gravações, mas ele continuou me chamando’’, ressalta Taumaturgo. Já Talma teria uma linha mais afetuosa, fazendo com que os atores se sentissem mais protegidos. ‘‘Ele parece um paizão. Mas quando briga, sai de baixo’’, entrega.

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