O último dia do IV Crystal Fashion trouxe a requintada VR às passarelas curitibanas, num desfile correto e bem frequentado. Contrariando o que aconteceu nas outras edições, quando adolescentes histéricas tomaram conta da platéia, tirando espaço dos consumidores da marca, este ano as coisas ficaram mais amenas. Não que elas não estivessem lá, estavam, afinal o ator Rodrigo Santoro era a estrela da noite, mas o que se viu também foi muita gente com potencial de compra.
Com uma hora de atraso, a coleção VR outono-inverno 2001 trouxe uma moda extremamente usável e de um bom gosto irrepreensível. O homem que veste a roupa da marca do paulista Alexandre Brett é, sem dúvida alguma, extremamente bem-sucedido na vida. Tanto profissional quanto intimamente. Sem medo de ousar, mas sabendo exatamente a forma como vai abusar das cores e das misturas de tecidos.
Na coleção apresentada em Curitiba, apareceram muitas cores fortes (algumas usadas também nas coleções femininas). Camisas vermelhas, lilás e verde, muito verde nas botas de pêlo e também em calças de couro e no blazer, que sofre novamente uma alteração: voltam os quatro botões em alguns modelos.
Na verdade, a moda apresentada pela VR não trouxe nada de excepcional. Mostrou um modelo de homem nova-iorquino e que não tem muito tempo e nem quer ser muito fashion; o que ele quer é parecer atualizado, e isso a coleção da marca sabe dar a seus clientes como ninguém.
Para Alexandre Brett, o empresário de 29 anos que criou a VR, a idéia não é oferecer ao seu consumidor algo muito ousado, e sim propor tendências simultâneas ao que está acontecendo lá fora. ‘‘Nós estamos sempre viajando e pesquisando o que está acontecendo na Europa e Estados Unidos. Queremos uma coleção sempre atual. Vanguarda, mas pé no chão’’.

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