Vá à luta
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de novembro de 2000
Karla Matida 
Na próxima terça-feira, Londrina vai conhecer as novas coreografias da malhação. É quando acontece o lançamento das aulas de BodyCombat, na Academia Ensaio. É a primeira academia da cidade a ter tal programa de ginástica que vem de longe, direto da Nova Zelândia.
Segundo a proprietária da academia, Beth Gorla, na batalha pela conquista da boa forma, as pessoas ganham um novo aliado. O tal BodyCombat tem movimentos inspirados em artes marciais, como caratê e tae kwon do e também no boxe, o que leva alunos e professores a passarem a aula dando chutes e socos no ar. Mas ninguém vai sair daqui sabendo lutar caratê, avisa Beth, que conheceu o programa em abril, quando participou do lançamento nacional, em Santos.
A novidade que chega agora a Londrina surgiu na academia neozelandesa Les Mills, que hoje exporta suas idéias e coreografias para 42 países. A franquia chegou ao Brasil há três anos e já se espalhou pelas academias do País, mostrando 12 programas diferentes, entre eles o BodyPump, que consiste basicamente no uso dos halteres para fortalecer, tonificar e definir a musculatura.
Além de proprietária, Beth Gorla também é uma das professoras de BodyPump, e explica que assim como o BodyCombat, todos os programas chegam à academia licenciada com todas as opções de música e séries de exercício. Como as coreografias já estão prontas e testadas, o professor só tem que se preocupar em empolgar os alunos com o seu carisma. As aulas de ginástica são shows, diz Beth.
O gasto calórico nos dois programas é alto, segundo a professora, chega a 700 calorias perdidas durante uma aula de BodyCombat, e 400 na de BodyPump. Todas as aulas são testadas durante três meses lá em Auckland, Nova Zelândia por 1000 alunos, antes de serem oferecidas para outras academias, avisa Beth, preocupada com os mínimos detalhes. Aqui na academia nós fazemos avaliações físicas constantemente e temos o apoio de uma nutricionista também, além de todos os professores serem formados em educação física, explica.
No Brasil, os programas da Les Mills são distribuídos pela BodySystems, de São Paulo. É a empresa responsável pelo treinamento rigoroso dos professores e das constantes atualizações dos profissionais. Os professores se reciclam a cada três meses, lembra Beth.
Quem viaja e não gosta de perder dias preciosos (e suados) nas academias, pode também fazer aulas em outras cidades. Costumo receber telefonemas de pessoas de São Paulo, por exemplo, que vêm visitar a cidade e querem saber se tem o BodyPump e se podem fazer algumas aulas, conta a professora. No Paraná, várias academias já trabalham com os programas de ginásticas criados na Nova Zelândia, para conferir é só checar no site da BodySystems (www.bodysystems.net).


