Fernanda Magalhães ganhou sua primeira câmera – uma daquelas polaroides enormes e pesadas – de presente do pai, Antonio Vilela de Magalhães, um jornalista apaixonado por cinema e fotografia. Mas foi na adolescência que ela percebeu que poderia obter um bom resultado. Clicava e gostava do que via. O pai, falecido em 1985, era o grande incentivador. Talvez até hoje seja, pelas lembranças, pelos recortes de jornais, fotos e minúsculos álbuns artesanais que ele fazia, e que Fernanda ainda guarda em sua casa. Depois vieram a Faculdade de Educação Artística, a pós-graduação em Arte e Cultura Barroca na Universidade Federal de Ouro Preto, o trabalho no acervo fotográfico do Museu Histórico Padre Carlos Weiss, como professora da Unopar (Universidade do Norte do Paraná), o curso no Rio, a pós-graduação em Fotografia na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Enfim, um longo caminho percorrido. Desde 1991, Fernanda Magalhães dá aulas na UEL: ‘‘Sinto-me privilegiada, adoro dar aulas porque acabo estudando muito, tenho contato com gente nova, de cabeça arejada’’, comenta.
Para quem tem intenção de fotografar, profissionalmente ou não, Fernanda tem uma dica. E não é técnica, mas sim uma pergunta que deve fazer a si mesmo: ‘‘O que eu quero fotografar?’’
‘‘A resposta pode ser simples: minha casa, meu gato, meu cachorro, a festa de aniversário da minha filha. Tanto faz’’, afirma Fernanda, ‘‘a única coisa que conta é a importância que se dá ao próprio olhar’’.
Para Fernanda, a fotografia é boa quando o fotógrafo busca a sua verdade, o que é importante para ele, quando tenta compreender a si próprio. ‘‘Fotografia é uma forma de expressar o que nos faz sentido’’, define.

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