Curitiba - Para vestir-se bem não é necessário gastar grandes quantias, basta ter referência cultural, saber valorizar o que o corpo tem de melhor e levar em conta uma dica imprescindível: estar sempre de olho nas liquidações, que permitem comprar peças de boa qualidade a preços acessíveis. Quem garante é a consultora de imagem Adriana Izumi. Paranaense, natural de Umuarama, ela atravessou um longo caminho até chegar na mais recente (e requisitada) profissão. ''Até pouco tempo atrás, a consultoria de imagem era pouco conhecida, cheguei a sofrer alguns preconceitos. Mas agora o mercado está mais receptivo'', conta a paranaense.
Formada em moda pela Universidade Anhembi/Morumbi, em São Paulo, Adriana saiu do interior do Paraná no início da década de 90, já sonhando em trabalhar com moda. Fez parte do time dos assistentes de estilo da marca Zoomp e, logo que encerrou a graduação, partiu para Florença, na Itália para estudar o que ela considera indispensável para a moda: a história da arte. ''A moda tem tudo a ver com arte, com decoração, com arquitetura. Você precisa ter referência dessas áreas para entender de moda'', considera.
Depois de um breve retorno ao Brasil, Adriana decidiu viajar novamente em busca de conhecimento. Seguiu para Nova York para fazer um curso no conceituado Fashion Institute of Technology. Quando voltou já estava decidida a apostar numa carreira que já fazia sucesso lá fora, mas que em território brasileiro ainda estava começando, timidamente, a aparecer. Em São Paulo, ela encontrou - e fez - um curso sobre o tema. Depois, chegou a voltar para Umuarama, mas foi em Curitiba que decidiu se instalar.
Na Capital encontrou a demanda necessária para a nova investida: pessoas que subiram de cargo, empresários ou profissionais que precisam melhorar a imagem e querem contar com a ajuda de alguém experiente. ''Qualquer pessoa que tenha dúvida sobre o que usar, de acordo com seu tipo físico, pode consultar um profissional de imagem'', diz Adriana. O que não significa, como ela ressalta, que a pessoa precisa mudar o seu estilo. ''Todo mundo tem um estilo, mas precisa saber adequar o que gosta ao que fica bem'', ensina.
Ela salienta que a consultoria de imagem não delimita um padrão e, sim, adapta-se à individualidade de cada um. Tanto que, antes de começar o trabalho, Adriana entrega um questionário para conhecer o estilo e os gostos pessoais do cliente. ''O que pode acontecer é a pessoa gostar de algum modelo, como cintura alta, por exemplo, mas aquilo não ficar bem nela. Então procuramos juntas outras alternativas'', explica.
Depois de estudar detalhadamente o que ela chama de ''dossiê do cliente'', Adriana parte para conhecer o guarda-roupa da pessoa. De acordo com ela, o acervo que cada um tem pode ser melhor aproveitado se aliado a peças que estão em alta em determinada estação. ''Também é preciso lembrar que existem roupas clássicas e roupas antiquadas. Não se devem confundir as duas coisas'', diz. Para ela, a moda traz coisas do passado, mas é sempre uma releitura que apresenta novas tecnologias, seja nas cores ou no tecido.
Conhecendo e adequando o guarda-roupa do cliente, Adriana parte para outro trabalho, que ela chama de ''personal shopping''. ''Acompanho o cliente nas compras'', diz. Nessa fase, segundo ela, não existe muita resistência. ''Geralmente, quem procura o serviço de uma consultora de imagem está aberto às sugestões''. Outra questão ressaltada por Adriana, é que não existe julgamento quando se trata de adequar a imagem de alguém ao que essa mesma pessoa pretende. ''Não existe feio ou bonito. Existe o que fica bem em cada um''. Nesse caso, muito mais do que só a beleza, a boa imagem, é fundamental.

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