Em setembro do ano que vem, o empresário londrinense Arlindo Fuganti espera estar em Fernando de Noronha. Até aí, nada de mais, já que a bela ilha está nos planos de muita gente mundo afora. A diferença e que diferença é que o objetivo do empresário é visitar Fernando de Noronha a bordo de um veleiro de 30 pés que vem construindo sozinho há pouco mais de um ano.
Exatamente na metade do projeto, Fuganti planeja terminar o barco em julho do ano que vem para ter tempo de fazer ''algumas viagens-testes'' antes de embarcar para a ReFerno, regata que vai de Recife a Fernando de Noronha.
Formado em administração de empresas, Arlindo Fuganti comanda uma empresa têxtil há seis anos. Experiência com construção? Só mesmo com aeromodelos, brinca o empresário, que passou seis meses estudando o projeto antes de colocar a mão na massa. Projeto que aliás, foi comprado do carioca Roberto Barros, o mesmo que desenhou o Parati I, do velejador Amyr Klink.
Ex-proprietário de um veleiro de classe oceânica de 25 pés comprado prontinho , com o qual passeava pelo litoral norte de São Paulo e sul do Rio de Janeiro, Fuganti fez muitas pesquisas quando decidiu que teria um outro barco. ''Comprar um novo custava muito caro'', lembra o empresário, que foi achar no Rio de Janeiro o que procurava.
''Construindo o barco sozinho, vou fazendo na medida que eu tenho a disponibilidade'', explica. ''Tem semana que eu trabalho todos os dias, mas tem outras que eu nem mexo'', conta o empresário. Para facilitar o empreendimento, o barco está sendo construído em um galpão nos domínios da fábrica têxtil.
O espaço é suficiente para o ''esqueleto'' erguido em cedro rosa e compensado naval de 10 milímetros e todos os equipamentos utilizados. Quem vê o barco de ponta cabeça fica assim até ser todo revstido com a fibra de vidro , não imagina que as acomodações internas terão pé direito de 1,85 m, além de espaço para 360 litros de água doce e outros 120 litros de combustível.
''Com um pouquinho de paciência e dedicação, a gente faz as coisas'', ensina Fuganti, ao lado do veleiro, que quando ficar protnto terá acomodações para pernoite para seis pessoas e autonomia para longas viagens. ''Barcos similares a esse já deram a volta ao mundo'', garante. ''Primeiro quero viajar pela costa brasileira, mas também penso em velejar pelo Mediterrâneo'', planeja. Como bom londrinense, o nome do barco não poderia ser outro: Pé Vermelho.
Para o empresário, o envolvimento com o barco ''não é como férias, porque não tem o descanso prolongado, mas já tira o estresse do dia-a-dia'', diz. Toda a construção está sendo documentada em um álbum cada etapa do projeto é fotografada e catalogada pelo empresário. Como bom pescador, Fuganti sabe que tem que ter a prova em mãos para não ficar só nas histórias.

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