TV Pirata foi divisor de águas na minha carreira
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sábado, 17 de agosto de 2013
Márcio Mello<br>Agência Estado 
São Paulo - Em cena no remake de "Saramandaia", da TV Globo, Débora Bloch revela qual foi o principal trabalho de sua trajetória na televisão brasileira até aqui: o humorístico "TV Pirata" (1988). Até então, a atriz fazia muita mocinha em novela, mas o programa aflorou seu lado cômico. "A TV Pirata era bem parecida com o que eu fazia no teatro, aquela coisa do irreverente, do mais ousado e do mais louco", compara ela.
Aos 50 anos, Débora conta ainda por que não pensou duas vezes quando recebeu o convite para dar vida a Risoleta na trama das 23 horas. A personagem foi interpretada por Dina Sfat na primeira versão, atriz que Débora considera uma referência. No entanto, trabalhar com a diretora Denise Saraceni também pesou bastante na escolha.
Segundo a atriz, Ricardo Linhares fez uma releitura dos personagens criados por Dias Gomes. Risoleta é uma mulher extremamente forte. Apesar de viver sorrindo, ela esconde uma grande tristeza por ter deixado a filha, Stela (Laura Neiva), para ser criada pelo avô, Zico Rosado (José Mayer).
Vaidosa como boa parte das mulheres, ela entrega que, para manter a boa forma, recorre aos exercícios físicos e ainda tem um cuidado todo especial com a sua alimentação.
Mesmo diante de uma maratona diária, Débora já tem planos para depois de "Saramandaia". A atriz adianta que vai se dedicar à peça "O Hábito de Amar", com estreia prevista para janeiro de 2014.
O que pesou para você aceitar dar vida à personagem Risoleta?
"Saramandaia" é um projeto bem legal e eu gosto muito de trabalhar com a Denise (Saraceni). Eu fiz com ela "Queridos Amigos" (minissérie de 2008), que foi um trabalho muito feliz e bem diferente do que eu estava acostumada a fazer na época. Sem falar que o texto da novela é muito bom.
Como é poder fazer de novo uma personagem marcante da teledramaturgia brasileira? Assistiu ao trabalho desenvolvido por Dina Sfat na primeira versão da trama?
O texto, agora, foi adaptado. Claro que é inspirado no trabalho do Dias (Gomes), mas há uma atualização do Ricardo Linhares. Ele criou uma nova leitura desses personagens. E só posso dizer que tenho a honra de fazer uma personagem que foi da Dina Sfat, uma das grandes atrizes brasileiras, uma mulher incrível e com uma história maravilhosa. Assisti a pouca coisa, mas, sem dúvida, a Dina sempre foi e será uma referência para mim como atriz.
Risoleta é ousada. O que acha do visual da personagem?
Se comparar com "Avenida Brasil", o visual está bem diferente. A gente muda um pouco para poder ficar mesmo diferente. Eu coloquei outra cor no cabelo e estou usando os fios presos de um lado só. O figurino é mais ousado, sim!
Você é uma atriz experiente, com diversos trabalhos na TV. Entre tantos que já realizou na telinha, qual você considera como um divisor de águas na sua carreira?
Foi a "TV Pirata" (1988). Quando comecei na TV, eu fazia sempre as heroínas convencionais e românticas. Já a "TV Pirata" era bem parecida com o que eu fazia na época no teatro, aquela coisa do irreverente, do mais ousado e do mais louco. A partir da "TV Pirata", eu passei a ser chamada para fazer outros personagens.
Você é uma mulher vaidosa e sempre está em forma. Qual o segredo para manter as medidas no lugar?
Eu me cuido. Trago a minha marmita para a gravação. Faço a minha comida e tenho um cuidado especial com a minha alimentação. Ainda faço pilates e power plate (plataforma vibratória).
Você já tem alguns planos para colocar em prática assim que terminar "Saramandaia"?
Estou produzindo uma peça, em que vou atuar, chamada "O Hábito de Amar". Ela será dirigida pelo Felipe Hirsch e a estreia está prevista para o começo de 2014. Assim que eu terminar a novela, já começo a ensaiar.
É comum ver você produzindo seus espetáculos, certo?
É uma maneira de escolher o que vou fazer, com quem irei trabalhar, e é difícil produzir. Há muitos anos, produzo as peças que eu faço.


