Apesar de fazer cursos de teatro desde os 12 anos de idade, Rosane Mulholland se sente uma estreante desde junho, quando começou ''Sete Pecados''. Na trama, ela vive Daniela, a irmã ''pé no chão'' da patricinha Beatriz, de Priscila Fantin. Aos 26 anos, Rosane tem no currículo nada menos que oito filmes e sete peças teatrais e uma única experiência televisiva anterior na minissérie ''JK'', na qual interpretou Maria Luísa Lemos, filha do protagonista. ''Percebi de cara que tevê e cinema não têm nada a ver. Não adianta utilizar qualquer recurso de cinema, não dá certo. Ainda estou tentando entender o novo esquema'', admite.
Quando terminou a faculdade de psicologia em Brasília, onde nasceu, Rosane não queria continuar a conciliar a vida acadêmica e a carreira de atriz, como fizera por cinco anos. Nesse período, gravou o curta ''Dez Dias Felizes'', de José Eduardo Belmonte, e seu primeiro longa, ''Araguaya - Conspiração do Silêncio'', de Ronaldo Duque. ''Com o diploma na mão, já tinha um 'plano B', caso ser atriz não desse certo. Aí, fui à luta'', recorda.
Em 2003, logo que chegou ao Rio de Janeiro, foi chamada para cursar a disputada Oficina de Atores da Globo. No mesmo ano, voltou a Brasília para rodar a segunda parceria com Belmonte, ''A Concepção''. A produção foi indicada ao prêmio de Melhor Filme do Festival de Brasília em 2005, o que abriu portas para a bela jovem que aparecia nua, queimando uma carteira de identidade, nos cartazes de divulgação do longa. Em apenas um ano, 2006, Rosane participou de ''JK'' e gravou cinco filmes. ''Foi um período incrível, cheio de trabalho!'', vibra.
Para a moça que já estava quase desistindo da televisão por não conseguir passar em nenhum teste, foi uma grata surpresa receber o convite em nome do autor Walcyr Carrasco e do diretor Jorge Fernando para encarnar a ''bartender'' Daniela. ''Soube que eles me descobriram por uma matéria de jornal. Nem precisei fazer teste. Aceitei, feliz da vida'', comemora.
Para não fazer feio em sua primeira novela, Rosane treinou bastante com as garrafas, suas companheiras inseparáveis em cena. ''O instrutor diz que eu aprendi rápido. Mas durante o laboratório quebrei muitas garrafas, até cortei o braço uma vez. Tem manobras dificílimas'', conta. Além disso, ela tratou de guiar sua interpretação da forma mais clara e natural possível. ''Assim, diminuo as chances de errar. Também dou muita atenção ao texto'', diz.
No momento, Rosane acompanha o sucesso de seu papel em ''O Magnata'', de Johnny Araújo, em cartaz. Mas promete que, assim que a novela sair do ar, mal pode esperar por mais um projeto com Belmonte. ''Já tem até nome, 'Nada Mais É Certo''', adianta, empolgadíssima.

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