Trajetória emergente
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de março de 2013
Anna Bittencourt <br> TV Press 
Thaíssa Carvalho, a Isabel de ''Flor do Caribe'' (novela das 18h15, na Globo), descobriu sua paixão por teatro com 13 anos, quando começou a estudar interpretação no Tablado, no Rio de Janeiro. De lá para cá, passaram-se quase vinte anos para que pudesse, enfim, ter sua grande chance na tevê. Apesar de ter feito papéis relevantes, como a empregada Cida de ''Viver A Vida'', em 2009, e a Tim-Tim, de ''Malhação'', em 2011, Isabel é sua primeira personagem que faz parte de uma trama desde o início. ''Desta vez, participei de tudo, desde a composição do papel até os 'workshops'. Só não fiz teste porque fui convidada'', comemora. Devido a esse processo de amadurecimento como profissional, Thaíssa passou por todas as etapas dentro da Globo antes de conseguir seu merecido destaque.
Na trama de Walther Negrão, Isabel, uma piloto de caça da Aeronáutica, será transferida de Brasília para Natal. A personagem irá ocupar o posto de Cassiano, papel de Henri Castelli, líder de esquadrilha que está desaparecido. Além disso, entrará em cena para investigar o tráfico de pedras preciosas. ''Ela tem uma função bem importante na novela'', revela. Isabel irá morar na república com os também pilotos Rodrigo, Amadeu e Ciro, interpretados, respectivamente, por Thiago Martins, Dudu Azevedo e Max Fercondini.
''Vai rolar uma disputa entre eles para ver quem consegue conquistá-la. Amadeu, Ciro e Isabel vão formar um triângulo amoroso'', entrega. A proximidade de Isabel com o trio de rapazes é uma característica que chamou a atenção da atriz. ''Sempre tive mais amigos do que amigas'', compara. O motivo para essa identificação foi o esporte, que faz parte da vida de Thaíssa. ''Enquanto as meninas brincavam de boneca, eu estava na quadra jogando bola. Qualquer que seja a modalidade de esporte, gosto de tentar e de competir'', revela.
Para interpretar Isabel, Thaíssa teve de passar por uma intensa preparação. ''Fiquei duas semanas na Base Aérea de Natal, no Rio Grande do Norte'', explica. Lá, amparada por pilotos e outros profissionais militares, fez ''workshops'' e treinamentos de segurança. Para dar credibilidade às cenas de voo, os atores usaram simuladores para aprender a funcionalidade dos botões da aeronave. ''Ejetar a cadeira foi o que mais deu medo'', confessa. A parte gestual da personagem também foi ponto importante na preparação de Thaíssa. ''Minha maior preocupação era usar e montar os equipamentos com naturalidade'', complementa. Se não bastasse todos os artefatos, como ganchos, travas e coletes, o uniforme usado por Thaíssa pesa cerca de 10 quilos.
Além dos detalhes técnicos necessários para interpretar uma tenente da aeronáutica, a atriz teve de atentar a detalhes secundários, mas não menos importantes. ''Houve a preocupação de como ser feminina em um ambiente totalmente masculino'', divide.


