SOCIEDADE Londrina - Oswaldo Militão
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de janeiro de 2014
Em dezembro que passou, estive na UEL, a convite da Coordenação da Pós-Graduação de Comunicação, que é dirigida pela professora Flora Neves, para responder o que me fosse perguntado sobre o início da TV Coroados em Londrina, em setembro de 1963 e os acontecimentos nos seus primeiros anos de atividades. Entrevistadores, os alunos do curso de Pós, os jornalistas e também professores Chico Amaro e Tadeu Felismino. Conversamos muito sobre esta grande paixão que é, sem dúvida, o jornalismo. Fui para ficar meia hora e acabamos conversando durante duas horas. A professora Flora Neves já ouviu outros jornalistas que trabalharam em outras emissoras, pois ela e seus alunos editarão livro a respeito. Falamos sobre os jornais e sobre esta coluna. Contei a história dela, porque a assumi, e como fui para o Canal 3, fazer o programa Atualidades Esportivas, no dia 25 de setembro de 63. E quando citei o norte-americano Walter Winchell, como criador do Colunismo, eles quiseram saber mais detalhes. E contei-lhes o que estamos publicando a seguir.
Ele poderia ser chamado também de mãe do Colunismo social. Afinal, foi quem criou esse tipo de jornalismo, odiado por muitos, mas que deu origem também a outros tipos de colunas. Mas ficou mesmo conhecido como o pai dessa matéria, que começou a ficar famosa em um espaço no qual cabiam apenas cinco notas, no The Examiner, jornal de Chicago, cujo dono deu-lhe emprego, quando Walter Winchell estava com 23 anos. Judeu, nascido no Harlem (quando o bairro era dominado por brancos), em Nova York, o pai dele era camiseiro. Com 12 anos, havia fugido de casa e começou a cantar com um trio, nos intervalos de filmes nos cinemas. De Chicago voltou a Nova York, onde ganhou mais espaço no jornal Mirror, de Randolph Hearst. Foi quando começou a transformar a vida dos ricos e elegantes em alimento para a classe média. Inventou a chamada celebridade. E cobria até crimes e julgamentos. Tudo para ele, que chamasse a atenção do leitor, era importante. Por isso, ficou sendo conhecido como "O bom da Notícia". Fumava feito louco, quatro maços de Lucky Strike por dia. Começou a fazer programa de rádio, aos domingos, e tinha 75% de audiência de toda a população dos Estados Unidos.
Recebia mais cartas do que Shirley Temple, a garota prodígio da época. Fez propaganda de cigarro pelo país todo. Foi narrador da série "Os Intocáveis". Sua vida tornou-se filme vivido por Burt Lancaster, tendo um malandro, personagem de Tony Curtis, como seu auxiliar. Walter Winchell dominou os EUA por 30 anos e hoje em dia é quase um desconhecido. Mas como escreveu seu biógrafo N. Gabler, quem, daqui, há 30 anos vai se lembrar de Rihanna ou de Jacqueline Kennedy? Ou de Frank Sinatra, de Pelé?
Disseram em Paranavaí que o cantor Zé Rico, da dupla com Milionário, poderá ser candidato a deputado federal. Ele é também produtor rural, tem fazenda no Mato Grosso e um sítio de 45 alqueires no município de Ubiratã, na margem do Rio Piquiri, onde está construindo um rancho, com uma piscina em forma de viola. O local, é denominado por ele como sua casa de descanso.








O casal Marcus Schauff passando férias na Costa do Sauípe, na Bahia, onde deu as boas vindas ao Ano Novo. A sempre elegante vereadora Sabine Guisen retornando das férias em João Pessoa, onde, disse ela, "batemos pernas naquelas belas praias, eu e meus filhos Arthur e Melina". Ao retornar, parou em Brasília, para uma audiência com a ministra Ideli Salvati. Sobre o que conversaram ela não contou.




