Se recordar é viver, vamos lá!O Londrina comemorou, sexta-feira última, os seus 57 anos de gloriosa existência
| Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
A equipe alvi-celeste campeã paranaense de 1981, ao vencer o Grêmio Maringá por 3 a 2, lá na Cidade-Canção e por 2 a 1 aqui no Estádio do Café. A formação do Londrina: Neneca, Toninho, Zequinha, Fernando e Zé Antônio; Zé Roberto e Luis Gustavo; Zé Dias, Nivaldo, Paulinho e Carlos Henrique. Na foto, também o massagista Venturini
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O time do Londrina que foi campeão Taça de Prata (o Brasileirão da Série 8) em 1980, ao ao vencer o CSA, de Alagoas, aqui no Estádio do Café, por 4 a 0. No primeiro jogo em Maceió, empataram em em 1 a 1. A equipe campeã, na foto, era formada por Jorge, Toninho, Gilberto, Fernando e Zé Antônio; Wanderley Paiva e Livio; Zé dias, Paulinho, Everton e Nivaldo
Campeão da Taça em 79Conversando com o narrador esportivo J. Matheus, da Rádio Paiquerê AM (um dos cinco melhores de todos os tempos no Paraná), ele lembrava que o Tubarão foi também campeão da Taça de Prata em 1979. Nesse ano, me lembro bem, o Londrina jogava aqui no Estádio do Café contra o Santa Cruz, de Recife. Chovia muito desde o início da partida. Em 15 minutos estava empatado em 1 a 1 e o árbitro invertendo as faltas, sempre contra o Londrina. Eu era o diretor geral da Ametur. O prefeito era Antonio Belinati. A torcida já estava revoltada, protestando muito. Eu não tive dúvidas: pedi ao locutor oficial do Estádio, Alaor Sencio Paes, para abrir o microfone e virá-lo para a torcida londrinense, que vaiava e xingava o juiz do jogo. Quando ele ouviu (o som era bom), levou um susto. Chamou Zeferino Pasquini, que cuidava do gramado e dos vestiários. E indagou o que era aquilo. Zeferino apavorou-se e pediu correndo que o microfone fosse fechado. Mas o barulho era tanto (entenderam) que não ouvimos o recado. As vaias ecoavam pelo Estádio. O árbitro parou de inverter as faltas, passou a apitar direito e o Londrina goleou o Santa Cruz por 6 a 2. Se eu faria isso novamente? Faria.
O melhor de todosCarlos Antônio Franchello era o presidente daquela equipe que fez sucesso no Brasileirão de 77-78. Ele conquistou até a imprensa brasileira, com seu jeito brincalhão, com a camiseta do Corpo de Bombeiros de Londrina que usou em São Januário, no jogo decisivo contra o Vasco da Gama, que o Tubarão ganhou por 2 a 0. Gols de Brandão e Carlos Alberto Garcia. O saudoso diretor Jacy Scaff dava alguns prêmios por fora para os craques do alvi-celeste. Embora para Franchello, Gauchinho (de anos antes) foi o grande craque de todos os jogadores do Londrina, em todos os tempos, aqui o time de 77-78, concordo com J. Matheus, foi o melhor de todos que vimos atuar. Era formado por Paulo Rogério, Claudinho, Carlos, Arenghi e Dirceu; Zé Robeto, Carlos Alberto Garcia e Ademar; Brandão e Nenê. Mauro entrou no arco contra o Vasco da Gama e fechou o gol. João Saldanha comentava pela Rádio Globo: esse goleirinho é um monstro!