SOCIEDADE
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domingo, 06 de fevereiro de 2005
OSWALDO MILITÃO 
Ney da Bateria: o fim das orquestras
começou com a explosão dos Beatles!
De Heney Souza pouca gente se lembra. Mas o Ney da Bateria a cidade toda conhece. Afinal, durante 50 anos ele foi o baterista de orquestras e conjuntos musicais e animou muitas festas em Londrina e em quase todas as localidades do Paraná. Ney começou com a orquestra de Altino Gorni (pai do saxofonista Vitor Gorni) que, em 1949, animava os bailes do Londrina Country Clube, em sua sede original, o atual salão de inverno, recentemente restaurado pela diretoria presidida por Luis Antonio Tâmega, o Toy. Ainda em 1949, ao tomar conhecimento de que o baterista Ney tocava lendo música, o empresário Mauro de Campos, de Bauru, diretor de uma das três principais orquestras do interior paulista, veio buscá-lo. Os concorrentes de Mauro de Campos eram a Orquestra Nelson de Tupã e Pedrinho de Guararapes. Ney cita também a Continental de Jaú. Todos animaram bailes em Londrina. Ney tocou com Mauro de Campos até 1956, quando foi para Curitiba, contratado pela orquestra da Rádio Clube Paranaense, que era dirigida pelo maestro Ataide Zeike. Naquele tempo, as emissoras de rádio tinham orquestras. Como a Tabajara de Severino Araújo, da Rádio Tupi, e a de Rui Rey, da Rádio Nacional do Rio.
Voltando a Londrina
Ney fez parte também da banda da famosa boate Marrocos, de Curitiba, onde shows internacionais aconteciam todas as noites. Mas por causa do clima de Curitiba, os filhos de Ney sofriam muito com problemas de saúde. Foi então que veio para Londrina, contratado pelo maestro Gervásio, diretor da orquestra que animava as noitadas dançantes do Grêmio Recreativo Londrinense. Essa orquestra, de 15 músicos, apresentou-se em muitos shows e bailes no Grêmio e em clubes de toda a região.
Na Panamericana
de Vieira Lima
Quando o médico Newton Vieira Lima, de saudosa memória, decidiu formar uma nova orquestra em Londrina a Panamericana , o baterista Ney foi o único músico contratado por ele. A Panamericana trouxe para cá músicos como Paganini, Dorimar e o maestro Antonio Arruda. Ney faz questão de dizer: as orquestras tinham piano e ouvia-se o som da bateria, tocado com vassourinha. As pessoas dançavam, ouviam música e podiam conversar, namorar, pois os músicos sabiam tocar e tinham noção de que o som era um dos componentes de uma festa. Hoje em dia, os conjuntos musicais contratados pensam que o show é só deles e é aquela barulheira danada. Ney não gosta de recepção ou baile com a barulheira dos dj's. Ninguém consegue conversar ou namorar. Eles atrapalham os romances, e rapazes e moças dançam separados.
Os amigos
Ney está aposentado há 20 anos e disse que agradece muito à TV Coroados que o registrou como músico (ainda nos tempos de José Arraabal, Radi e Antonio Euclides Sapia), e ao doutor Aoki, o japonês que era dono do restaurante San Remo, que tanto sucesso fez durante anos à beira do Lago Igapó, cujo terreno pertence hoje ao empresário Jorge Khouri. Lá, Ney e seu quarteto apresentavam-se todas as noites, com a famosa Érika, a festejada mulata que cantava até em japonês. Aposentado, Ney é frequentador assíduo da escola de bateria do professor Gilson Corsaletti (o garoto que veio de Santo Anastácio) e onde Ney diz que 'renasceu' para a música. Ele tem o melhor método de ensino de bateria do Brasil, segundo Corsaletti. O já famoso baterista Paganini, filho do ex-pianista, que se encontra nos Estados Unidos estudando como bolsista, aprendeu com Ney a leitura musical. Ney diz que Paganini é concertista de bateria, tal a sua categoria. E cita também Edu Batistella, que tem a mesma categoria musical dele.
Matando as saudades
Hoje em dia, Ney mata as saudades tocando bateria de vez em quando com a Big Band do maestro Vitor Gorni, filho de Altino Gorni, que montou a primeira orquestra de Londrina. E também dando canja no Albatroz, onde embala corações ao som de bolero, samba-canção e outros. Neizinho, um dos seus filhos, seguiu o pai e é famoso guitarrista e cantor do restaurante Toscana, talvez o melhor de Santa Felicidade, onde está há vários anos. Ney lembra-se que Romildo Giarola, funcionário da prefeitura, era um dos trombonistas da orquestra do maestro Gorni pai. E Ney deixa claro: ninguém tocava de tênis, de camiseta ou jeans. Todos de terno e gravata ou black-tie.
O começo do fim
Para ele, a chegada dos Beatles foi o começo do fim de muitas orquestras. Porque daí em diante surgiram os seguidores e apareceram conjuntos musicais em todas as cidades. Só Londrina tinha oito quartetos e quintetos, animando bailes da juventude. E com as emissoras de rádio e tevê só tocando rock dos Beatles, Elvis Presley e cia. Como cobravam bem menos do que as orquestras, que tinham de 15 a 20 integrantes, a economia falava mais alto. Foi o começo do fim de muitas orquestras. Mas esses conjuntos também foram desaparecendo. Aqui e em todo o Brasil. E agora os tais dj's estão liquidando até com os conjuntos que tocam 'ao vivo' diz Ney. Ele acha que chegará o tempo em que o Brasil terá que importar músicos. O que é uma pena para um País que sempre teve e terá grandes talentos musicais, embora tenha pela frente um inimigo chamado fator econômico, isto é, o custo, o dinheiro.
Ney da Bateria, em 1999, no último ano de funcionamento do restaurante San Remo às margens do Lago Igapó. Para ele, seus bailes inesquecíveis foram os dos Carnavais no Londrina Country Clube, nos tempos em que Edgar Pietraroia era o presidente. Já no Grêmio, ele se lembra dos shows de Cauby Peixoto, Angela Maria, Nelson Gonçalves, Ivon Curi, Elsa Soares, Agostinho dos Santos, entre outros, que a Orquestra de Gervásio acompanhou
Ney aposentado, finalmente pode ter o seu sonhado lazer: pescar em Ayolas, fronteira com Paraguai com a Argentina. Em dois dias pegou cerca de 500 quilos de peixe, junto com outros dez pescadores. Para Ney, o Ivan, da Rua Araguaia, aqui da Vila Nova, é o melhor pescador que já viu em ação
Presentes fenomenais
A lista de presentes de casamento entregue pela modelo e apresentadora mineira Daniela Cicarelli, noiva do milionário jogador de futebol Ronaldo Nazário, conhecido como Fenômeno, que foi entregue à Daslu Casa, em São Paulo, inclui 269 itens. O mais caro deles é um faqueiro, que custa 17 mil reais. Só uma faca vale 210 reais. A Daslu é a loja direcionada para ricos e milionários. A modelo e o craque vão para o segundo casamento.
Intercâmbio internacional
Este grupo londrinense, que está na foto com o professor Luis Otávio Costa, diretor de intercâmbio de grupo de estudos do Rotary Internacional, acaba de retornar de viagem à India, onde permaneceu de 9 de dezembro a 16 de janeiro, visitando várias cidades e clubes rotarianos no estado de Maharashtra, ao sudoeste daquele populoso país, onde foram hóspedes de 45 famílias a cada três dias mudavam de localidade. A partir da esquerda, o professor Luis Otávio, que é diretor da Academia Washington, em Arapongas; a jornalista Ana Paula Nascimento, da Folha de Londrina; o engenheiro químico Reinaldo Fonseca, da Tamarana Metais; o médico Álvaro Fagoti Filho, de Arapongas; a designer gráfica Cinara Bastos, da agência View Design, e José Botelho, gerente aposentado do Banco do Brasil e rotariano do Londrina-Norte, que viajou liderando o grupo.
Ana Paula Nascimento me contou que os indianos perguntavam sempre de Pelé, Ronaldinho e da Amazônia, além de desejarem saber se havia grande influência dos políticos na imprensa brasileira, o que é comum por lá. Ela visitou dois jornais daquela região. E esteve tambem visitando a casa (Aga Khan Palace) onde estão as cinzas de Mahatma Gandhi e da esposa dele. Os indianos amam o futebol, embora o esporte preferido ainda é o cricket (um legado inglês).
A jornalista levou material sobre a Folha, alguns exemplares, fotos sobre o processo de produção. Cada integrante da delegação visitou locais voltados à respectiva profissão. Existe muita pobreza por lá, mas eles parecem conformados com a situação. Talvez pela grande religiosidade entre eles. A delegação ficou impressionada com a recepção que recebeu em todas as residências em que se hospedaram. Todos muito atenciosos e educados com os visitantes. E onde chegavam eram saudados com a expressão 'Nemastê!', que significa ''O Deus que está em mim saúda o Deus que está em você!'', em uma grande lição de respeito à religiosidade de cada um. Em abril, aqui virão cinco profissionais da Índia, dentro do mesmo programa de intercâmbio do grupo de estudos de profissionais não-rotarianos.
Fique Sabendo
*** Cada escola de samba do Rio deverá sair com lucro de 2 mihões de reais cada uma, no Carnaval deste ano. Dinheiro das empresas patrocinadoras.
*** E a atriz Suzana Vieira está concentradíssima, aos 62 anos, para desfilar como rainha da bateria da Escola Grande Rio, posto que era da tambem atriz Deborah Secco, que tem 25 anos. A 'coroa' botou o 'broto' na sandália...
*** E atenção: a Receita Federal está checando os cartões de crédito com o imposto de renda declarado. Como diria o saudoso Ibrahim Sued: 'Olho vivo que cavalo chic não desce escada'.
*** A Mitsubishi está lançando a Pajero Sport Nelore, criada em parceria com a Associação dos Neloristas do Brasil. Só 50 unidades inicialmente.
Com banco de couro com a logomarca nelore. Motor nas versões diesel e a gasolina.
Gisele e Leandro
A fisioterapeuta Gisele Alves Domingues e o vendedor Leandro Brunati casaram-se em Londrina, durante cerimnia religiosa na Chácara Graciosa, local tambem da recepção preparada pelo La Francines. A bonita noiva é filha do casal Requelina-Antonio Bento Domingues; o elegante noivo é filho do casal Vera Lucia-José Brunati. Vanio Bitencourt caprichou no visual da noiva. Suzana Dellarosa cuidou dos detalhes. A Banda Wet animou a festa, que teve decoração de Sérgio Figueiredo.
Rádio Brasil Sul
A nova direção da Rádio Brasil Sul deve colocar no ar a sua renovada programação, a partir da segunda quinzena deste mês. Segundo disseram a esta coluna, um trio fortíssimo de comunicadores estará em ação pela manhã: das 6 às 8 horas, Homero Barbosa Neto; das 8 às 10, Fiori Luis e para o programa das 10 às 12 horas, o cogitado é Darci Machado, experimentado radialista e âncora da edição local do Jornal da Band. O primeiro entrevistado será o ex-prefeito Antonio Casemiro Belinati.
Motel à venda
Ouvido no café do Aeroporto de Londrina: um motel conhecido da cidade está à venda por dois milhões de reais. Dizem que só o terreno e sua privilegiada localização valem o preço.
Jornal do Grein
O jornal Tribuna Catarinense, do Balneário Camboriú, do jornalista Walmir Grein, comemorou dia 28 último, com um movimentado jantar, os seus dez anos de existência como seminário e o primeiro ano como jornal diário. Grein trabalhou vários anos aqui na Folha. Sua esposa, Maria Luiza, é diretora comercial e colunista do jornal.
Antes de retornar para a Rússia, onde trabalha, o professor Manoel, que foi fisioterapeuta do São Paulo FC, almoçou no Bella itália, no Catuaí, com o jogador londrinense Wagner, a quem ajudou na recuperação de delicada intervenção cirúrgica. Wagner, como se sabe, assinou contrato com o Atlético Mineiro e já se encontra nas Alterosas.
A bonita Karla Zarpellon deve participar este ano do concurso Miss Londrina, coordenado por Giselle Zaninelli Cremonez
A londrinense Caterine Vecchi, que lembra Daniela Cicarelli no início da carreira, disputou o Tic Tac Mega Model no ano passado. E deve participar de eventos da agência CDI este ano
À espera de Gabriela
O médico hemodinamicista Marco César Miguita e a esposa, a arquiteta Carolina, estão esperando bebê para março, mês em que o pai faz aniversário. A chegada de Gabriela está sendo ansiosamente aguardada pelos avós, que em dezembro ganharam o neto, Leonardo, filho de Cláudia e Luis Carlos Miguita Júnior. O eufórico avô paterno Luis Carlos Miguita acaba de ser nomeado diretor de desenvolvimento e integração da Federação Paranaense de Golfe.


