SOCIEDADE - OSWALDO MILITÃO

Sempre conversei muito com o saudoso jornalista Wilson Silva, o nosso Marquês de Araçoiaba (nome de uma serra perto de Piedade, SP, onde ele nasceu). Um dia, almoçando no restaurante do Bourbon, recordando reportagens importantes, ele me contou que encontrou-se, por acaso, em um café de Roma, com a badalada repórter italiana Oriana Fallaci, da revista LEuropeo. Conversa vai, conversa vem, em italiano e em inglês, ela disse que entrevistou Indira Gandhi, Ayatolá Khomeini e Yasser Arafat, entre outros, mas que a mais comentada das matérias dela foi a que fez com o todo poderoso líder chinês Mao Tse Tung, que jamais havia falado a jornalistas. E Wilson indagou-lhe: Deve ter sido difícil, como você conseguiu entrevistá-lo? E a famosa Orianna Fallaci respondeu: Simples, transei com ele...










A ministra Rosa Maria Weber, a mais nova integrante do Supremo Tribunal Federal, nomeada pela presidente Dilma Rousseff, votou a favor da atuação do Conselho Nacional de Justiça, mas lembrou que esse órgão foi criado apenas em 2004 e deveria, atuar de agora em diante e dar novo desenho à autonomia do Poder Judiciário. Tradução: o que ficou para trás, o CNJ deveria não mexer. Somente de 2004 para frente. Ou de agora em diante, pois conseguiu ( por 6 votos a 5 ) a aprovação do STF para seus atos. Se já terá problemas de sobra, de agora em diante, imaginem se voltar há anos atrás, tentando rediscutir o passado...
A Índia ameaça não participar dos Jogos Olímpicos deste ano, em Londres, se a indústria Dow Chemical não indenizar muitas vítimas dos acidentes com seus produtos em Bhopal. E que a indústria é uma das patrocinadoras das Olimpíadas desde 2012. E como se recorda, era a Union Carbide que operava naquela cidade da Índia. Os pesticidas tóxicos mataram 25 mil indianos. A Dow afirma que pagou 470 milhões de dólares ao Governo daquele país. Mas várias famílias dizem que nada receberam.
Leio na FOLHA, na edição de quinta-feira ultima, que a CMTU contratou a Fundação Getúlio Vargas para avaliar o contrato de concessão entre a Prefeitura e a Sanepar. Nem precisaria gastar mais de R$ 500 mil para tanto. Basta ouvir a população. Duvido de que ela queira que a Sanepar deixe de cuidar do abastecimento de água da cidade. O que ela poderia era não aumentar o custo do precioso líquido. Eu e acredito que todo o povo não quer fazer parte daquela peça teatral antiga, de Renato Corte Real (ator já falecido), cujo título era Somos água: entramos pelo cano!
Nunca é demais relembrar que a idéia de trazer água do Rio Tibagi para Londrina, foi do ex-prefeito Dalton Fonseca Paranaguá. E quem executou o projeto foi o então ex-governador Alvaro Dias.
E se o problema for de saneamento básico, a Prefeitura tem de chamar a Sanepar às falas e cobrar o que deve ser feito. Agora voltar a água para o Executivo municipal será um risco muito grande.
Uma bonita festa está sendo preparada para os que concluiram a graduação na UniFil, para o dia 1º de março. A festa para os 750 formandos, de 19 cursos, será no Moringão, o histórico ginásio de esportes que o ex-prefeito Dalton Paranaguá construiu. Aliás, já está passando da hora de Londrina ter um outro ginásio de esportes. Ficará para o próximo prefeito, que será eleito dia 7 de outubro vindouro.
Ouvido no Alameda, neste final de semana: o rasgador dos papéis das notas do Samba de São Paulo, foi o bebê do Itaú que cresceu...
Uma pessoa telefonou para a FOLHA dizendo: Prestem atenção, que aquela loira famosa disse que está ameaçada de morte...E pode ser verdade. E desligou.
Hoje no Mercado Shangri-Lá: dia do pessoal que gosta de vinho falar sobre os novos lançamentos, com Mário e Antonio Furuta; de falar sobre futebol na Banca Flamengo; de comentar sobre comida chinesa e japonesa com a família Onishi e de falar sobre paletas, linguiças e picanhas defumadas com Milton, da boutique de carnes e também com Edmilson, na Rico Alimentos.
Dj só tem ritmo, não tem melodia. Acho falta disso. Foi o que afirmou Sérgio Mendes, músico berasileiro, que concorre ao Oscar de melhor canção, hoje, em Hollywood, falando em entrevista às páginas amarelas da Veja. A musica Real in Rio é dele com o baiano Carlinhos Brown, genro de Chico Buarque.
Em São Paulo, a apuração das notas foi mesmo mais animada do que o desfile das Escolas. Mas São Paulo não é mais o túmulo do samba, como diziam sempre os cariocas.
Nome do Bloco que desfilou quarta-feira no Rio: Virilha de Minhoca.





