SOCIEDADE - OSWALDO MILITÃO
A Rainha pode
Rânia, mulher do rei Abdalah Hussein, tem três filhos e continua muito bonita e estimada na Jordânia. Onde vai, conquista amigos. É citada em Paris como a mulher mais sensual do mundo árabe. É porque ela, como esposa do Rei, usa a roupa que bem entender. Ninguém a obriga a cobrir a cabeça e usar aqueles vestidos até os pés. Só quando ela quer. E as coitadas das outras árabes são verdadeiras escravas dos maridos. E como as mulheres árabes são belas. Os maridos é que nem sempre são galãs e escondem como podem (através de impiedosos costumes seculares) os rostos e a feminilidade e sensualidade delas.
A bela da TV espanhola Paula Vázquez foi eleita a mais bela apresentadora da televisão espanhola em recente pesquisa. É a titular do programa Antena 3. Ela nasceu em La Coruña e foi criada em Barcelona. Agora mora em Madri, onde, quando chega em uma festa, todos os holofotes se acendem...
A bela protética Paula Cassiano e o dinâmico dentista Sérgio Hassegawa estão de casamento marcado para o dia 28 de outubro em Londrina. Dois profissionais estudiosos e muito estimados na odontologia local e regional
Londrina será o centro do olho biônico do Brasil
Depois de passar sete anos nos Estados Unidos, integrando a equipe do professor Mark Humayun, inicialmente em Baltimore e depois em Los Angeles, onde ficou os últimos quatro anos, o oftalmologista Gildo Fujii está de volta a Londrina e já passou a integrar a clínica onde estão seu pai Yoshihiro, o irmão Leandro e a cunhada Fabiane Fujii.
A equipe do professor Humayun é a criadora do olho biônico. Quando a equipe dele foi contratada pela Universidade de Los Angeles, Gildo foi junto, a pedido do chefe do famoso grupo. O olho bioônico já está sendo implantado em pacientes nos Estados Unidos com grande sucesso. E norte-americanos que não enxergavam, voltaram a ver.
Não enxergava há 50 anos O olho biônico pode ser colocado em pacientes com degeneração da retina. É implantado ao redor do olho. Trata-se de um microeletrônico com uma microcâmera que capta as imagens. Depois de implantado, o deficiente visual pode dormir, tomar banho e até correr, pois o olho fica totalmente integrado ao paciente. O primeiro implante foi realizado em 2002 em um paciente que não enxergava há 50 anos. Ele não tinha nem percepção de luz. Não distinguia o dia da noite. Quando percebeu as imagens, começou a gritar que estava vendo. O londrinense Gildo Fujii foi quem desenvolveu a técnica para implantar o olho biônico.
Equipamentos chegando Gildo Fujii vai mesmo fazer de Londrina o grande centro de transplantes do Brasil. Ele e a equipe já estão trazendo equipamentos dos Estados Unidos. O que se usa lá, eles vão utilizar por aqui. Pretendem fazer de Londrina um grande centro de tratamento de retina. Gildo Fujii nem bem chegou e já foi chamado para dar aulas no curso de medicina da Universidade Estadual de Londrina. Nem poderia ser diferente. Ele fez o colegial no Maxi e estudou medicina na própria UEL. Agora está de volta com o desejo de fazer muita gente voltar a enxergar. Que Deus o ajude sempre.
NA ÍNDIA
Daniel Procópio: Por favor, buzine. Na Índia isto é sinal de vida e alegria
- O fotógrafo Daniel Procópio, que esteve na Índia, contou à esta coluna que o gado Nelore de lá é chamado de Ongoli. Cuidar deles é quase uma religião. E só aproveitam o leite. Inclusive tem gente que cria búfalas no centro de Nova Délhi só para fazer queijos com o leite que é menos gorduroso do que o das vacas.
n Nova Délhi é do tamanho de São Paulo. Tem muita gente. O pão deles é meio adocicado. Os agricultores produzem muita pimenta e gengibre. E as propriedades são quase todas irrigadas. Comem fritas as pimentas dedo-de-moça.
Até as coxinhas vêm com pimenta dentro.
- Não há muitos cemitérios. E muitas pessoas são enterradas em calçadas e há túmulos no quintal de algumas casas. E isso é um perigo para a saúde da população. Lavoisier já disse que na natureza nada se perde e tudo se transforma. Corpos humanos acabando se tornando adubo para plantas e alimentação para insetos e minhocas.
- A roupa das mulheres é toda colorida, mas os homens, geralmente de branco, também as usam em dias de festas. Quando está muito calor, eles que vestem saias como Gandhi sobem as saias, dobram até os joelhos e as enfiam nas cinturas.
- Os indianos são os reis da buzina. É um barulhão danado no trânsito. Atrás de alguns carros está escrito: Por favor, buzine! Eles dizem que é
sinal de vida, de alto astral e de alegria.
- Mel Gibson quer filmar outro épico histórico: Apocalypto, a partir de outubro, na América Central. Contará a história de nativos desconhecidos de uma área do México, com diálogos no dialeto maia. Mel Gibson promete que não fará papel de cacique e não vai mandar chicotear até sangrar qualquer personagem como fez em Paixão. Ganhou milhões de dólares às custas do sangue do Cristo a quem ele diz seguir com muita fé.
- O dentista Sidney Kina, professor doutor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e o protético José Carlos Romanini, palestrante oficial da multinacional Ivoclar, vão ministrar curso, dia 23, em Lima, no Peru. Eles foram convidados para ensinar sobre protése e estética a um numeroso grupo de dentistas e protéticos peruanos. Estes dois profissionais estão entre os mais requisitados para cursos em todo o País e também na América do Sul
Juiz federal com a cabeça a prêmio: US$ 300 mil
O juiz federal Odilon de Oliveira, conhecido pelo apelido de O Implacável, está em excelente matéria na revista Carta Capital, falando de sua sentença contra os traficantes de Ponta Porã. Jurado de morte, foi afastado da região, mas diz que quer voltar para terminar seu trabalho. Mandou 114 acusados para cumprir 919 anos de cadeia. Com a cabeça a prêmio (US$ 300 mil), foi mandado para Campo Grande, onde cumpre apenas serviço burocrático. Segundo a revista, 30 fazendas no Paraguai pertencem a traficantes brasileiros. O juiz condenou um gerente de banco a 132 anos de prisão por ter lavado R$ 3 bilhões. Levem este juiz Odilon de Oliveira para Brasília para julgar os acusados de lá também! Faltaria cadeia na capital da República!
Dizem em Ponta Porã (divisa com Porto Juan Cabalero, no pado paraguaio, onde há três lojas de londrinenses) que ninguém quer ser juiz federal naquela cidade. Segundo a reportagem de Flávio Lobo todos temem o pessoal de Fuad, o turco, o rei da fronteira.
O juiz Odilon de Oliveira é pernambucano, tem 56 anos de idade, 1,60m de altura, é muito educado, não tem estrelismos, atende bem a todos que o procuram e é um homem de bom senso. Vejam o que ele afirma: Acredito que, além das leis, o bom juiz precisa conhecer os fatos e a realidade social que lhes dá sentido. E disse mais ainda: Se o tráfico de drogas continuar sendo tratado com pajelança e a lavagem de dinheiro rastreada com tanta burocracia, este País, com certeza, irá se transformar em um narcobrasil e o mundo em um narcomundo.
Memória
A foto é da Orquestra de Gervásio, animando baile em 1956, no Grêmio Literário Recreativo Londrinense, que tinha sede na sobreloja do prédio onde hoje está o novo edifício da ACIL. Ali, a então União Londrinense de Estudantes (ULE), presididda por Lincoln Tacques de Araújo, promovia suas tardes dançantes aos domingos. E sempre com animação de Gervásio e seus músicos. O presidente do Grêmio era Juvenal Pietraróia, de saudosa memória, pai de Newton Pietraróia, que construiu e presidiu o Canadá, e de Edgar Pietraróia, que presidiu o Londrina Country Club. O Canadá foi uma idéia de Raul Lessa e projeto de Luis César Silva. Quando a sede de inverno do Country (onde eram realizados os jantares-dançantes) sofreu incêndio, o Grêmio convidou os sócios para suas domingueiras dançantes. E foi numa dessas noites, que Regina Victorelli (uma das moças mais bonitas da cidade e do Norte do Paraná) passou a namorar o médico Francisco Jozzolino, para desespero de uma outra bela moça, candidatíssima a um dos partidos mais cobiçados entre as garotas do high-society da cidade. O presidente Juvenal Pietraroia foi quem construiu o prédio e a nova sede social do Grêmio, hoje alugada, pela atual diretoria, para uma Igreja. A orquestra de Gervásio foi também para a nova sede e animou ali grandes carnavais e concorridos bailes. A orquestra tinha microfone só para a cantora Dircinha Costa. Nada de caixas acústicas e por isso as pessoas gostavam de ficar perto da banda. Músico era músico mesmo. Ney da Bateria tocava lendo partitura. Na orquestra, o quarteto de sax, formado por Pepê, Sarará, Rubens e o maestro Gervásio. Nos trumpetes, Zé Luis e Mão de Onça. No ritmo, Ney, China, Gustão, Juliano no acordeon e Abílio no contrabaixo. Nos trombones, Ditinho e Mingo. Dos músicos, só Ney da Bateria e Mão de Onça estão vivos. Conheci todos eles, pois aqui cheguei em 1956, para fazer o colegial.





