SOCIEDADE - OSWALDO MILITÃO
Noivos dançam tango na festa de casamento
Márcia Bongiovanni e Lúcio Takemoto casaram-se na Igreja Coração de Maria, em Londrina, que ficou repleta de convidados e amigos das duas famílias. Foi uma bela cerimônia, com a igreja decorada de rosas vermelhas, as preferidas da noiva. A recepção aconteceu no Iate Clube, onde a mãe da noiva, Mafalda Bongiovanni, cercou os convidados de atenções, pois ali estava grande número de amigos que ela fez em Londrina, ao longo de sua carreira com seu famoso programa de televisão. O jovem casal (ele médico, ela fonoaudióloga) viajou em lua-de-mel para Buenos Aires, onde certamente irão a todos os espetáculos de tango, que eles gostam muito. Aliás, os noivos surpreenderam os convidados, dando um show de tango durante a festa e foram muito aplaudidos. (As fotos são do amigo Caximbo)
De volta a Roma
O elegante casal Andrea Veronesi-Anabella Blanco Acoista, que se casaram recentemente em Buenos Aires, já estão de volta a Roma, onde residem e trabalham. Ela, como se sabe, foi Miss Argentina e é modelo, tendo participado de várias desfiles internacionais, inclusive em Milão e Paris
Debêntures de Kioto
As pesquisas revelam que a cana-de-açúcar é muito eficiente no processo de higienização da atmosfera. Cada tonelada de cana captura cerca de 170 quilos de carbono. Esses números têm colocado a cultura desse produto agrícola em grande destaque nos foros internacionais. O Brasil planta atualmente 4,5 milhões de hectares e colhe, em média, 82 toneladas por hectare/ano. A produção total é de 369 milhões de toneladas. Se 82 toneladas seqüestram 14 toneladas de carbono, quanto CO2 é capturado em 369 milhões de toneladas? O economista londrinense Almir Rockembach fez as contas. São 63 milhões de toneladas de CO2. Ele conclui que esse setor, em projetos decenais, pode arrecadar, com créditos de carbono, recursos acima de 18 bilhões de reais. Para melhor estruturar o mercado de venda e compra de carbono, Rockembach idealizou as Debêntures de Kioto. Na semana passada, ele (na foto) lançou a idéia no Instituto do Sol em Brasília e demonstrou que a manutenção desse comércio depende de instrumentos fortes, confiáveis e transparentes.
O londrinense que inspirou Glória Peres a escrever a novela América
A revista Contigo publicou recentemente uma entrevista com Jota, a lenda de Miami, o motorista que chegou há 13 anos à Flórida, e um dia atendeu à novelista Glória Peres naquela cidade, e serviu de inspiração para escrever América, a novela das oito da Rede Globo. A repórter diz na matéria que ele é paranaense, tem 39 anos e que chegou a Miami com apenas 400 dólares no bolso. Hoje é um vencedor e tem uma frota de carros de luxo para atender turistas também em Orlando e Nova York. Ele fez a América. Mora em uma bela casa de classe média em Miami. E se apresenta como Jota, a lenda. E quem é Jota? É o sorridente João Geraldo, filho de Ester Abussafi e Geraldo Julio, o nosso Dinho Gordo, de saudosa memória. Nome do bar do Bourbon em Londrina e o mais famoso Rei Momo que a cidade já teve, acho até que foi o Rei mais carnavalesco do Brasil. E que sempre teve um jeito especial para fazer amigos. Herdado pelos seus filhos João Geraldo e Osvaldo Júlio, que até recentemente trabalhava no setor de hotelaria do Grupo Bertin, de Lins.
O motorista mais famoso
E com a simpatia da mãe e o jeito amigão do pai, João Geraldo só poderia ter vencido nos Estados Unidos. Falei com ele duas vezes pelo telefone, mas perdi o contato porque há anos não vou a Miami e perdi minha agenda mais antiga. Glória Peres conheceu João Geraldo (que por lá só chamam de Jota) há três anos, quando passou uma temporada naquela região dos Estados Unidos. E após ouvir a trajetória dele, Glória decidiu escrever a novela sobre brasileiros que se aventuram nos Estados Unidos, tentar uma vida melhor, digamos economicamente.
João Geraldo foi para Miami com 26 anos. Lá ficou durante três anos na ilegalidade. Com visto temporário, era só sair dos EUA de vez em quando e renová-lo. Hoje está bem mais difícil ficar por lá ilegalmente. Ele conta que durante mais de dez meses lavou pratos em um restaurante em Orlando e depois em Miami. Até que, alguns meses depois, foi convidado por um outro brasileiro para trabalhar como motorista. Deu certo, gostou, ganhou dinheiro e dois anos depois criou sua própria empresa, a Jota Miami. Que cresceu e ele expandiu seus negócios para Orlando e Nova York, onde vai sempre. Tem uma frota de nove carros de luxo. E praticamente atende VIPs brasileiros, como ministros, senadores, banqueiros, grandes empresários e artistas famosos.
O lema de Jota em Miami
João Geraldo dá a receita de seu sucesso e de sua empresa de carros de aluguel nos Estados Unidos: Comigo é pontualidade britânica, eficiência americana e versatilidade brasileira. O ator Roberto Bonfim, com ele na foto, copiou o estilo do londrinense, que pode ser visto na telenovela: gestos, vocabulário, roupas e o jeito de lidar com as pessoas. E o ator diz que são parecidos até na gordurinha. Um detalhe chamou a atenção do pessoal da Globo e da Contigo na casa dele em Miami: um par de tênis encardido emoldurado na parede de sua sala. Ele explicu: o tênis foi seu único meio de transporte ao longo de vários meses, quando lá chegou. O tênis virou até travesseiro em uma noite que João Jota Geraldo dormiu na rua. Hoje o calçado tornou-se troféu, como na novela América, por ele inspirada. Jota é o imigrante que venceu na terra de Tio Sam.
Geraldo Julio, pai de Jota, Rei Momo de Londrina, de saudosa memória, aqui em foto do Carnaval de 1966. Foi relações-públicas da Cervejaria Londrina, depois da Skol e foi também vereador em Londrina. Sempre me disse que adorava os filhos
Ele sonha em voltar
Jota está feliz, realizado financeiramente, mas diz que sonha em voltar de vez ao Brasil. Conta que trabalha 12 horas, em média, por dia, e quase não tem tempo para namorar. Como na novela, a melhor amiga dele é uma cubana gordinha, chamada Henriqueta, que foi inspiração para Consuelo, personagem de Cláudia Jimenez na novela. Henriqueta tem pouco mais de 30 anos, e é dona de um restaurante charmoso em Miami. Jota não sai de lá, pois adora a comida dela, principalmente a Lagosta à Cienfuegos. Ele não perde tempo: escreveu um guia sobre como fazer compras em Miami, para quem deseja gastar de 15 a 150 dólares. E deve vir inclusive a Londrina para lançar o livro. Jota teve o movimento de sua frota de carros aumentado depois que Glória Peres colocou o seu número de telefone no cartão de divulgação do motorista da novela, o ator Roberto Bonfim. E Jota quer trazê-lo a Londrina para o lançamento de seu livro, que poderá acontecer no bar do Bourbon, disse-me um amigo comum.





