Memória da cidade
Lembra o jornalista João Milanez:
Nos anos 50, o londrinense, para freqüentar a ‘alta roda’ e ter assunto que chamasse a atenção dos amigos, tinha que ter avião próprio, jipe Willys do ano e ser famoso na zona do meretrício como ‘Coronel’. O encontro dos executivos londrinenses, depois das 4 da tarde, era na famosa Vila Matos.


O dia em que o juiz agrediu Milanez no Fórum de Londrina
  Na Aviação Velha (o aeroporto antigo), que fica entre o Catuaí e o Patrimônio Regina, um avião da Vasp não conseguiu decolar e caiu em cima de uma casa, num sitio próximo à pista, e matou três pessoas que jamais haviam viajado ou entrado em uma aeronave. Era o início dos anos 50. A população da cidade solicitava um aeroporto melhor. O movimento já era grande. Foi então que o editorialista da Folha, Ari do Acre, escreveu a respeito. E cobrou do juiz de direito da Comarca, Helianto Guimarães Camargo, uma sentença a respeito da desapropriação do local, que estava em sua mesa há meses.
  Foi então que o magistrado mandou um oficial de Justiça intimar o jornalista João Milanez, para que fosse até o Forum. Era apenas ele como juiz de direito em Londrina. Milanez foi sozinho, entrou e, quando estendeu a mão para cumprimentar o juiz, recebeu de volta um soco em seu rosto. Milanez rapidamente procurou se esquivar e se defender. Afinal, aprendera na roça, ainda em Santa Catarina, a lidar com gente briguenta. O atrito foi tão demorado, que alguém ligou para o delegado de polícia, Miranda Assy, que chegou rapidamente, quase que voando, ao Fórum.
  Lá chegando, tirou Milanez da sala do juiz e pediu que saísse. Milanez o processou e a grande imprensa de São Paulo, como O Estadão, publicou o fato. O Tribunal de Justiça do Paraná absolveu o doutor Helianto, alegando que o magistrado estava emocionalmente abalado pela morte de um parente querido, e que isso o fez cometer um ato indevido. Logo em seguida, o juiz Helianto foi transferido para Curitiba, onde continuou sua carreira e chegou a desembargador.
  O jornalista João Milanez me disse que nunca mais encontrou o magistrado e que se isso acontecesse o convidaria para almoçar e bater um bom papo, como gente civilizada. A Justiça liberou logo a concorrência para o novo aeroporto de Londrina (o atual), cuja impugnação por parte de proprietários do terreno estava na gaveta do juiz há vários meses. E foi então que o novo aeroporto tornou-se o terceiro mais movimentado do País, nos anos 50, só perdendo para o de São Paulo e do Rio de Janeiro. Chegou a ter uma média diária de quase 600 pousos e decolagens, entre aviões pequenos, táxis aéreos e aviões de carreira. Hoje tem apenas 50.


Belo casamento
A bonita empresária Michelle de Castro (diretora da escola de inglês Skill) e o engenheiro Antonio Gil Gameiro Júnior, da Sanepar, casaram-se durante bela cerimônia no Condomínio Juan Miró, onde receberam vários convidados e familiares. Ela é filha de Shirley Maria e de José Carlos de Castro; ele, de Olga e de Antonio Gil Gameiro, ex-diretor da Cervejaria Skol, em Londrina, e de saudosa memória


Os cursos da Anamaco
Vários londrinenses e leitores de cidades vizinhas pedem mais detalhes sobre os anunciados cursos que a Anamaco trará para Londrina, no próximo ano, de acordo com o que informou aqui o seu presidete nacional, durante o jantar de confraternização da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção. Essa Associação Nacional da categoria – a Anamaco – já tem cursos até de pós-graduação, destinados a formar empresários e profissionais ligados ao setor de construção.

O golpe do cartão
Um novo golpe surge entre os portadores de cartão de crédito. Os malandros telefonam para um portador de cartão, dizendo que são do cartão tal (dizem o nome), que ele foi clonado e que o valor das compras que fizeram em seu nome será extornado na sua fatura. Para isso pedem para a pessoa confirmar o número do cartão e digitar a senha no telefone. Todo cuidado, portanto, recomenda a empresária londrinense Jovana Kruger Fuganti, campeã paranaense de golfe.


- Advogados gregos querem processar o diretor Oliver Stone, do filme ‘Alexandre, o Grande’. O cineasta dá a entender que o pipi dele era pequeno demais. Para os gregos, isso é uma grande ofensa.

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