Socieade Curitiba - Katia Michelle
O perfume
A paulistana Renata Aschar, responsável pela implantação do Museu do Perfume em Curitiba, assina a consultoria da fragrância Melissa, lançada para comemorar os 30 anos da marca. No evento de lançamento, que aconteceu na SPFW, Renata comentou sobre a sua decepção com o museu curitibano que ajudou a projetar. Acho que as coisas precisam de energia, e o museu está muito parado. Tem coisas quebradas, sem reposição, disse. A falta de atenção ao projeto, no entanto, estimulou ainda mais a especialista a correr atrás de um
sonho antigo.
O perfume 2
Renata está negociando patrocínio, com empresas nacionais e internacionais do ramo, para abrir em São Paulo um Museu do Perfume semelhante ao pioneiro curitibano, mas com um diferencial importante: vai abrigar também uma escola. De acordo com ela, o Brasil possui um potencial de crescimento de pelo menos 20% ao ano na área, mas tem
um problema. As fragrâncias são ótimas, mas quando chegam na ponta, há vendedoras que não estão preparadas para oferecer o produto, diz. Elas, as vendedoras, são o principal público alvo da escola, que também pretende oferecer formação para quem quer criar novas fragrâncias.
Catatau
O livro Almanaque da Moda Masculina vai sair em novembro pela Editora Senac-Rio. O autor, Lula Rodrigues, já está preparando festas de lançamento no Brasil inteiro. Londrina e Curitiba incluídas. Lula faz questão de fazer o lançamento no Norte do Paraná porque passou a infância numa fazenda perto de Nova Esperança. Minha mãe era um coronel lá. Todo mundo tinha medo dela, brinca. Lula é consultor estratégico de mercado masculino para o Boticário. O livro trata da evolução da moda masculina do século 17 até a primeira década
do século 21.
É CARNAVAL
Nada pejorativo. O estilista da marca, Osklen Oskar Metsavath, fez da sua nova coleção um verdadeiro carnaval. Inspirou-se no tema para criar looks com muito brilho, transparência e sobreposições. Para reforçar ainda mais a inspiração, as modelos entraram na passarela ao som de batuques de uma escola de samba, que começaram baixinho e foram aumentando sucessivamente à medida que as cores apareciam na passarela. E as cores escolhidas pelo estilista não poderiam ser outras: verde e rosa aquarelado, numa clara referência à Mangueira. A semana de moda começou no último dia 16 e encerra amanhã, em São Paulo
DOAÇÃO Nos anos 70, ela era considerada tão famosa quanto Gisele Bündchen é agora. Hoje, Beth Lagardère é conhecida também pela fortuna que acumulou ao longo dos anos. Depois de fazer carreira nas passarelas internacionais, a mineira casou com o empresário francês Jean-Luc Lagardère, um dos homens mais ricos da França. Após a morte do marido, em 2003, Beth herdou, entre outros patrimônios, a editora Hachete (leia-se Marie Claire e Elle). A brasileira é uma das homenageadas da São Paulo Fashion Week. Durante a sua passagem no evento, Beth anunciou a doação para Paulo Borges de diversas peças de alta-costura, que estão em exposição no prédio da Bienal. Borges quer fazer um Museu da Moda em breve e já está arrecadando contribuições.
CELEBRIDADES
Menos conhecido, mas nem por isso menos festejado, Rodrigo Hilbert fez tanto sucesso na passarela quanto a dupla Gisele Bündchen e Jesus Luz. O trio desfilou para a Colcci, reforçando a premissa de que os desfiles mais badalados não são aqueles que apresentam uma moda estruturada e original, mas, sim, o das grifes que levam celebridades para a passarela. Ainda assim, a SPFW não deixa de ser um importante celeiro da moda, principalmente se os olhos se voltarem para o público e para detalhes que as marcas trazem como tendência. Algumas apostas já podem ser consideradas, como a gola em V da Colcci que Hilbert vestiu





