Só sorrisos
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de setembro de 2010
Arcângela Mota<br>TV Press 
O humor soa natural para Vladimir Brichta. E, apesar do jeito aparentemente tímido, este ator mineiro criado na Bahia não demora a se soltar ao falar de sua carreira. Não é à toa que, desde que estreou nas novelas como o sedutor balconista Ezequiel de ''Porto dos Milagres'', em 2001, ele emendou personagens engraçados em seus primeiros cinco anos de televisão.
Sem medo de ficar rotulado com esses tipos, ele garante que sua prioridade é viver personagens interessantes, independentemente do gênero. E foi por isso que sequer hesitou em aceitar o convite para viver o divertido Agnaldo em ''Separação?!'', seriado da Globo que chega ao fim no próximo dia 24. ''Dos convites que recebo, o que tem pintado de humor tem me seduzido mais. Depois de um ano sem fazer tevê, o seriado foi a melhor oportunidade que surgiu. E adorei'', vibra o ator, que ainda não sabe se o programa terá uma nova temporada, mas acredita que o seriado foi importante para consolidar sua imagem. ''Acho que, com esse trabalho, estabeleço um espaço maior na tevê para mim'', avalia.
A veia humorística de Vladimir tem dado ao ator tanto destaque que ele acredita que deva ser esse seu caminho, mas apenas durante um período. ''Estou na cola do Luiz Fernando para furar o olho dele a qualquer momento (risos). Acho que, com esse trabalho, acabo estabelecendo um espaço maior na tevê para mim. Me vejo como uma das referências da minha geração para programas como esse, com um perfil mais jovem. Me sinto muito bem. Mas também não me imagino fazendo só humor e nem trabalhando em seriado para sempre. É bom porque o trabalho em seriado é mais cuidadoso, muito mais concentrado, mas sei das minhas possibilidades e posso fazer outras coisas na tevê'', garante.
Vladimir garante que nunca se preocupou com as comparações entre 'Separação?!' e 'Os Normais', seriado também criado por Alexandre Machado e Fernanda Young e dirigido por José Alvarenga. Para o ator, participar de um projeto com a mesma equipe do bem-sucedido programa, exibido entre 2001 e 2003 na Globo, é mais um motivo de segurança. ''É natural que exista essa comparação. E também é muito saudável e rico para nós partir dessa referência. Acho que começamos muito bem'', pondera.
O ator conta que sua maior dificuldade no programa é lidar com a falta de contato com o público que costuma ter no teatro, onde começou sua carreira. E é por isso que ele está sempre atento às reações das pessoas dentro do estúdio. ''Sempre me interesso em ouvir o pessoal nos bastidores para ter uma resposta imediata. Acho que eles, ao lado do diretor, são o nosso termômetro'', avalia.


