Só para elas
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quinta-feira, 26 de julho de 2001
Karla Matida Enviada a Belo Horizonte 
Quatro desfiles exclusivamente femininos marcaram o terceiro dia da Edição Belo Horizonte do Calendário Oficial da Moda, que terminou ontem em Minas Gerais. Ao todo foram 15 desfiles em quatro dias que movimentaram a capital mineira em torno das novidades da primavera-verão. 2001/2002. Nos desfiles de quarta-feira, o público lotou as salas com muita gente em pé para ver, principalmente os desfiles de Graça Ottoni e Alphorria.
Há 18 anos no mundo da moda, Graça Ottoni vende suas criações para cerca de 60 pontos de venda em todo o Brasil e está prestes a abrir a segunda loja em Belo Horizonte. Na temporada mineira, o desfile de Graça se destaca pelas formas que dá ao tecido, ora natural, ora tecnológico. O jeans escuro ganha bordados aplicados e tem aspecto rústico.
Detalhes de fios recortados aparecem nos vestidos, que também ganham dobras e mais dobras diagonais, mas sem ser volumosos. Pelo contrário. A mulher vem longilínea, mas não deixa de lado amarrações e também o lastex, que ajusta e dá volume ao mesmo tempo. Nos pés, chinelos de dedo bem confortáveis.
Para a grife Calisto, da estilista Ana Luiza Magalhães, o verão pede vestidos longos em cetim brilhante com muitos decotes e recortes. A jaqueta jeans desbotada faz parceria com o shorts com sobreposição de tela.
A Printing, de Márcia Queiroz Cardoso não tem esse nome à toa. A marca registrada da grife são as estampas, que tem cara de pintura em seda. Para a próxima estação, o floral ganha tons de salmão e coral. Mais uma vez o cetim ganha os vestidos, também em musseline e chiffon. Na cartela de cores também estão branco, azul navy, verde lima, verde alface, vermelho e preto.
Em clima de superprodução, a Alphorria desfilou com tops como Gianne Albertoni, Cássia Ávila, Fabiana Semprebom, Carolina Bittencourt, Ana Carolina Ileck. O macacão todo preto é peça-chave na coleção, é frente-única e tem fendas nas pernas que se abrem conforme a mulher anda.
Alguns vestidos têm franjas, como o xale cigano que virou saia. O jeans escuro ganha sobreposição de chiffon totalmente destruído. A moda praia aparece discretamente, tanto no tamanho (maiôs comportados), como na passarela. Foram apenas dois. Só porque Minas não tem praia?
A jornalista Karla Matida viajou a convite da organização do evento.


