Será que ele é?
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sábado, 09 de abril de 2011
Manu Moreira <br> TV Press 
A cabeleira de Jorge, personagem de Luís Miranda em ''Batendo Ponto'', não é como a de Zezé, dúbio personagem da famosa marchinha de Carnaval de João Roberto Kelly. Mas a dúvida da música é a mesmo que persegue o funcionário exemplar da fábrica de cola onde se passa a trama humorística de Paulo Cursino. ''Ele carrega esse 'segredo' já que tem medo do preconceito. Mas haverá um episódio em que o Jorge vai se 'enamorar' por um convidado'', adianta o ator, que aparece com uma interpretação menos histriônica como o auxiliar administrativo. Algo bem diverso de seu papel de mais destaque na tevê, o Moreno de ''Sob Nova Direção'', um baiano ''arretado'' e cheio de trejeitos. ''Estou compondo o Jorge aos poucos, mas fujo do Moreno. Acredito que os dois são bem diferentes'', compara.
Nome: Antonio Luís Miranda dos Santos.
Nascimento:15 de dezembro de 1969, em Santo Antonio de Jesus, Bahia.
O primeiro trabalho na tevê: ''Telecurso 2000'', educativo da Globo, entre 1998 e 2000. ''É um tipo de interpretação muito realista, concreta e direta. Tinha de convencer que entendia de Física e que não era complicado aquilo que estava falando''.
Sua atuação inesquecível: ''Acredito que um dos mais marcantes foi no filme 'Jean Charles'. Mas também costumo ouvir o público elogiar minha participação em 'Meu Nome Não É Johnny' e a Sheila do 'Terça Insana'''.
Uma interpretação memorável: ''Todas do Chico Anysio''.
Um momento marcante na carreira: ''Primeira gravação do 'Sob Nova Direção'. Foi um divisor de águas na minha carreira'', referindo-se ao programa de Paulo Cursino onde contracenava com Ingrid Guimarães e Heloisa Périssé.
Ao que assiste na tevê: National Geographic.
Ao que nunca assiste: Programas evangélicos.
O que falta na televisão: ''Fantasia, tramas que levem as pessoas para outro lugar. A tevê é muito cheia de realidade, a violência é muito real... E tudo fica cada vez mais com cara de documentário''.
O que sobra na televisão: ''Violência. Muitas catástrofes, tiros, exemplos de coisas ruins. Sobra trama com sequestro e coisas desse tipo''.
Ator: Chico Anysio.
Atriz: Meryl Streep e Marília Pêra.
Com que gostaria de contracenar: Chico Anysio.
Novela preferida: ''Vale Tudo'', novela de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva, exibida em 1988 na Globo.
Humorístico:''A Grande Família''.
Cena Inesquecível na tevê: ''Quando Cássia Kiss, durante a revelação de quem matou Odete Roitman, pede para que peguem seu carro. E ele sai entrando na casa! Achei incrível. Foi uma mudança de informação, de eixo de cena''.
Vilão marcante: Odete Roitman, de Beatriz Segall.
Personagem mais difícil de compor: Alex, do filme ''Jean Charles''.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''Saramandaia'', de Dias Gomes exibida em 1976, na Globo.
Melhor bordão da tevê: ''Cacildis'', de Mussum, em ''Os Trapalhões''.
Filme: ''Cisne Negro'', filme norte-americano de Darren Aronofsky.
Livro: ''Pollyanna'', de Eleanor H. Porter. ''Não é uma questão intelectualóide que me faz eleger um livro que me marcou. Acredito que a obra importante na formação de um leitor é aquela que te inspira e te faz querer ler mais''.
Autor: Jorge Amado.
Diretor:Antônio Araújo.
Projeto: ''Um filme com os meus personagens''.
Serviço:
''Batendo Ponto'' - Globo - domingo, às 23 h.


