A vida de Walmes Rangel cabe direitinho num script de novela. Aos seis anos de idade, ao assistir aos Jogos Olímpicos em Moscou, na Rússia, se apaixonou pelo esporte, em especial pelo atletismo. Nessa época, a vocação pelas tesouras, pincéis e afins também já se manifestava. E sonho de poder conjugar as profissões de atleta e cabeleireiro era diariamente dividido com sua mãe.
Com nove anos, o londrinense foi descoberto por um projeto estudantil e, adepto de muita disciplina e determinação, passou a integrar a equipe brasileira dos 110 metros com barreiras. Anos mais tarde, mais precisamente em 1996, eis que surge a primeira competição. Foi nas Olimpíadas de Atlanta, onde teve um desempenho razoável, chegando às quartas de final.
''Foi uma realização pessoal. Foi ótimo. Nessa época a vocação para a estética falava ainda mais alto dentro de mim. Eu vivia arrumando minhas amigas atletas. Sou autodidata. Comecei fazendo sobrancelha. Fiquei famoso entre as atletas por causa disso. Nunca havia feito um curso'', lembra ele.
Num país onde o esporte produz mais frustrações do que alegrias, Walmes foi considerado um talento do atletismo e também um desperdício, já que não levou adiante a carreira de esportista, mesmo conquistando, em 2001, o campeonato nacional e o título de melhor atleta do Brasil.
Dono de uma voz serena e personalidade idem, ele deu adeus ao esporte em 2002 para escrever, defitivamente, seu nome em outro universo: o da moda.
''Abandonei o esporte e segui para o Rio de Janeiro em busca de aprimoramento. Desde então nunca mais parei. Depois de um tempo no Rio, voltei para Londrina e ingressei na equipe do Visage. Fiquei trabalhando aqui por quase dois anos e, ao decidir que precisava de mais experiência, fui para São Paulo me profissionalizar.''

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