Guilherme Weber deixa sempre claro que não tem grandes planos em relação à tevê. Fundador, ao lado do colega Felipe Hirsch, da Sutil Companhia de Teatro, o ator se diverte encarnando o intragável Albano de ''Tempos Modernos'', novela das sete da Globo. Mas assume que não são os personagens que lhe dão mais motivação para assumir um compromisso com a televisão. ''Me interessam as parcerias. Não cultivo o romantismo de achar que algumas coisas são melhores e outras são piores dentro da tevê'', argumenta.
Contratado da Globo até 2012, este curitibano só quer continuar conciliando suas aparições nas novelas com o pilar que o sustentou até agora nas artes dramáticas: o teatro. ''Desde que assinei meu primeiro contrato longo, consegui me dividir. Fico um ano atuando nos palcos e outro nos estúdios'', explica ele, que deixou o elenco de ''Passione'', próxima trama das oito, para se juntar ao autor Bosco Brasil e ao diretor José Luiz Villamarim nesta novela. E mais uma vez no papel de vilão. Ele confessa que, no início, chegou a pensar um pouco se não seria muito próximo do que fez em ''Da Cor do Pecado''. ''Só que a gente tem de abrir mão dessas comparações. As escolhas estão muito pouco na nossa mão quando se trata de televisão. Não existe muito o 'não fazer isso para fazer aquilo'. E esse arquétipo de vilão de novela das sete é um título, mas você pode diferenciar muito entre um e outro''.
Ele, que passou muito tempo no teatro sem buscar espaço na tevê, e hoje divide sua rotina como ator global e fundador de uma companhia teatral, revela que chegou ao equilíbrio. ''Agora, já tenho uma história na tevê, uma produtividade grande, a ponto de me quererem, me reservarem. Já cheguei a recusar algumas coisas. Posso me dividir e fazer uma média de um ano lá e outro cá. E essa é a minha ideia: conciliar sempre''.
Guilherme acrescenta que não tem a ilusão de fazer distinções de coisas dentro da televisão. ''Não cultivo o romantismo de achar que algumas coisas são melhores que outras. Existem, sim, parcerias que me estimulam mais. Quando eu recuso um papel, geralmente, é em função de uma nova proposta. O que eu evito é o excesso de trabalho e as aparições no vídeo''.
Parceiro de Grazi Massafera no folhetim, Guilherme é só elogios para a convivência com a atriz paranaense. ''Ela estava escalada para interpretar outro papel e batalhou para encarnar a vilã. Acho admirável uma artista que não deita sobre os 'louros' conquistados e prefere bater cabeça e buscar outros caminhos'', observa.

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