Após sucesso com Trem-bala, em 2017, Ana Vilela entra em 2018 com boas energias e primeiro álbum da carreira
Após sucesso com Trem-bala, em 2017, Ana Vilela entra em 2018 com boas energias e primeiro álbum da carreira | Foto: Divulgação



O ano de 2017 chegou ao fim. Um período de desafios, aprendizados, crescimento e amadurecimento para quem escreveu uma das músicas mais tocadas do ano no País. A vida é mesmo uma caixinha de surpresas, em um dia se está tocando violão na solidão do próprio quarto, no outro, concorrendo a prêmios inimagináveis. Dedicar-se ao momento e aproveitar ao máximo faz parte do plano e da mensagem, afinal, a vida, além de caixinhas de surpresas, é também um trem-bala.

A londrinense Ana Vilela, nasceu e teve boa parte da infância na cidade de pés-vermelhos. Disso, guarda boas memórias. "Eu gosto muito da cidade, eu tenho as lembranças mais fortes, tudo que a criança realmente guarda vem daqui: meus amigos, de passeios, da galera", recorda-se. A cantora e compositora mora agora no Rio de Janeiro (RJ), mas vem com frequência visitar a família, com quem passou o último feriado de Natal.

Com a voz mais calma que o de costume, atendeu a FOLHA em um dia chuvoso após as confraternizações em família. Contou que viveu em Londrina até os 6 anos de idade, foi para Camboriú (SC), voltando aos 12. Da adolescência, guarda as primeiras experiências musicais e pessoais. "Minhas descobertas de adolescência e muitos amigos que tenho até hoje veio disso. Até musicalmente me descobri. Ter passado um bom tempo em Londrina foi fundamental para a minha carreira musical", defende.

Ana Vilela aprendeu os primeiros acordes no violão com o tio, curiosa com a música, foi se desenvolvendo e transformando seus escritos em melodia. "Sempre gostei muito de escrever, fazia meus textos e quando comecei a tocar violão transformei esses textos em música. Inicialmente, eu escrevia tudo que a pré-adolescência e adolescência envolve, primeiras paixões e conflitos internos", revela.

A Trem-bala veio aos 18 anos. "Foi muito despretensioso, veio das coisas que eu estava vivendo e observando, não foi nada muito elaborado", afirma com modéstia. A verdade é que a música se espalhou nas redes sociais de forma inesperada. "Eu enviei a música para três amigos e eles compartilharam e viralizou", relembra. Depois disso, a vida da garota que entrava na fase adulta mudou completamente.

"Eu não sei quando foi esse momento de me sentir reconhecida, mas foi muito gradual", argumenta. Com o sucesso, Ana Vilela passou por diversos programas de TV, cantou com vários artistas, como Luan Santana, e teve sua música replicada para fora do País. Até a top model brasileira Gisele Bündchen arriscou a tocar a música em um vídeo que rendeu notícia. Atualmente, o clipe da Trem-bala conta com mais de 44 milhões de visualizações no Youtube. "Eu acho que não existe isso de o sucesso dever a uma coisa só, foi se levando e se reinventando, faz mais de um ano e a música ainda está aí, as pessoas ainda gostam muito dela."

Da jovem que trabalhava com música em projeto social em Londrina para a Ana Vilela, compositora e cantora de uma das músicas brasileiras mais emocionantes e de mensagem profunda. Com a música, veio a fama, exposição e críticas. "Eu sempre fui muito tranquila e continuei sendo. Não me importo muito com essas coisas não. A questão dos 'haters', por exemplo, são pessoas atrás de um computador ou celular para falar coisas para mim que eu sei que não são verdade, acho que tem muito mais gente me mandando energia positiva e curtindo meu trabalho", defende.

E com tantas experiências novas, uma mudança que exige autoconhecimento e maturidade para uma jovem de 19 anos. "Quando você passa por uma mudança desse tamanho, amadurece, cresce, aprende muito. E isso tem acontecido comigo todos os dias, eu estou vivendo e aprendendo coisas novas e tendo que lidar com responsabilidades diferentes das que eu tinha". Ao mesmo tempo, agradece que as mudanças tenham sido positivas e contribuem até mesmo para as novas composições.

Os resultados dessa transformação já começaram a aparecer. Ana Vilela lançou seu primeiro álbum onde promete revelar sua história. "São as músicas que eu tinha feito antes e é um primeiro álbum para as pessoas conhecerem o meu trabalho, porque tem mais que a Trem-bala. Outras músicas que, acredito eu, sejam igualmente boas", defende.

Com as novas oportunidades, espera que 2018 seja um ano tão bom quanto foi o último. "O ano de 2017 foi incrível, foi o melhor da minha vida, eu cresci e aprendi muito, conheci pessoas incríveis, gente maravilhosa, 2017 foi fundamental para o meu crescimento tanto profissional, quanto pessoal. E 2018 espero que seja ainda melhor", planeja.

Com um sucesso meteórico no último ano e colhendo tantos frutos, 2017 foi realmente o ano de Ana Vilela, que riu sobre a cor da calcinha utilizada no último réveillon. "Eu não ligo mesmo para essas coisas de superstição", brinca. Portanto, pode ser que não vejamos a cantora pulando as sete ondas ou guardando sementes de romã na carteira, mas sim, produzindo materiais com verdade, como ela descreve.

Sobre as passagens por Londrina, revela que pretende vir com frequência visitar a família, que continua morando na cidade. Com a sorte de quem viu a vida mudar para melhor em 2017, despeja um pouco da energia boa que está vivendo aos leitores da FOLHA. "Desejo um ótimo ano, que as coisas boas possam acontecer para todo mundo, que seja um ano cheio de paz e amor, que é o que importa no final", despede-se.

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