Em tempos de Internet, a indignação circula via e-mail: ‘‘Essas coisas só acontecem nesse país dos contrastes chamado Brasil. Confira: José Zeferino da Silva, o Zeca dos Passarinhos. Brasileiro, casado, desempregado. Detido por fiscais do IBAMA, espancado e ‘‘engaiolado’’ por tentar vender um casal de pardais na feira de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Crime contra a natureza, inafiançável. Foi visto numa cela infecta e promíscua de delegacia, comendo o pão que o diabo amassou. José da Silva, descascador de árvore: brasileiro, casado, desempregado. Detido pela polícia e ‘‘engaiolado’’ por descascar árvores para fazer chá. Crime contra a natureza, inafiançável. Também foi visto numa cela infecta e promíscua de delegacia, comendo o pão que o diabo amassou. Henri Philippe Reichstul, de origem estrangeira, presidente da Petrobras. Responsável pelo derramamento de 1,29 milhão de litros de petróleo da Refinaria de Duque de Caxias que poluíram a Baía de Guanabara (RJ) em 18 de janeiro de 2.000; pelo rompimento da vedação de uma monobóia, que espalhou 18 mil litros de óleo perto da praia de Tramandaí (RS), em 11 de março de 2.000; e mais recentemente, o vazamento de mais de 4 milhões de litros da Refinaria Getúlio Vargas, em Araucária (PR), manchando em mais de 20 km os rios Barigui e Iguaçu, matando milhares de peixes e pássaros marinhos. Crime contra a natureza, inafiançável. Encontra-se em liberdade. Foi visto jantando num restaurante caríssimo do Rio. E o que é pior, os fatos ocorridos com a Petrobras mais parecem com uma ‘‘montagem’’ que objetiva colocar toda a opinião pública contra a Petrobras, para facilitar sua ‘‘venda’’, assim como fizeram parte de nossas estradas, que passaram por um sucateamento para posterior venda; e outras, após já formada a opinião pública, fazem sua duplicação para depois passar ao setor privado.’’

•

mockup