O professor de Educação Física Sávio Clemente não sabia que, ao ser chamado para ficar 68 dias fora de sua cidade e passando pelas maiores provações físicas da sua vida, estaria indo ao encontro de sua amada. Muito menos a representante comercial Eliane Menezes poderia prever que, uma noite de festa com amigos, na boate Cats, em Curitiba, poderia lhe render um convite para participar do programa ‘‘No Limite’’ e que esta empreitada seria mais do que vivenciar uma experiência de sublimar os mais comuns desejos que uma pessoa pode ter. Mas rendeu.
Passados mais de dois meses que a produção acabou e os dois voltaram para Curitiba, o romance continua acelerado. Na verdade, mais do que uma vitrine para os dois, a participação no programa valeu como um grande crescimento espiritual e também uma aproximação gradativa que viraria namoro.
‘‘Eu gostei da Eliane desde o primeiro dia que a vi. Mas foi apenas uma simpatia que acabou, com o tempo, virando uma coisa maior’’, conta Sávio. Esta simpatia rolou já nos primeiros dias, quando eles tiveram que dividir a mesma rede no acampamento. ‘‘Existiam cinco redes para seis pessoas. Tínhamos que escolher com quem iríamos dormir e eu escolhi ele porque conversávamos muito’’, disse Eliane. Dessas noites, surgiu o primeiro beijo. Mas, como os desafios enfrentados diariamente eram muito violentos, o casal acabou se desentendendo e resolvendo interromper o romance. Sávio contou que se estressava muito por estar vivendo uma situação que não tinha saída e em alguns momentos a atitude irreverente de Eliane acabava piorando as coisas para ele. ‘‘Eu pensava em protegê-la, mas às vezes acabava ficando irritado. Então, acabei concordando que deveríamos esquecer o que havia acontecido.’’
Foram muitos obstáculos que os afastaram durante as gravações. Além de terem que comer as mais estranhas combinações gastronômicas, os participantes ainda passaram semanas sem tomar banho com sabonete e escovar os dentes com pasta. Era tudo no rio e sem recurso nenhum. ‘‘O nosso perfume era o repelente. Com ele, fazíamos a festa. Ficava até divertido’’, conta Sávio.
Depois desse período de afastamento, quando foram eliminados da competição e tiveram que permanecer exilados, as afinidades entre os dois acabaram vindo à tona novamente. ‘‘Tudo voltou a acontecer porque ficávamos os dias inteiros sem fazer nada e acabávamos passando noites inteiras vendo televisão e conversando’’, diz Eliane. ‘‘Eu ficava no quarto dela e só tirávamos sarro do que as pessoas pensavam por estar lá. Não aconteceu nada nos primeiros dias de exílio. O dia em que realmente começamos a namorar vai ficar somente entre nós.’’
Agora, de volta à vida normal, quando os dois vivenciam novamente suas rotinas, a fase é de muita badalação – já que eles recebem inúmeros convites para festas – e também de aparar as arestas do que é viver juntos e longe do isolamento. Eliane está tendo que aprender com o temperamento explosivo e ciumento de Sávio, e ele está convivendo melhor com as marcas registradas dela: a impetuosidade e a sinceridade.

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