A bela Lavínia Vlasak estava contando os dias para gravar ‘‘As Filhas da Mãe’’. Tudo porque considera audacioso o projeto que envolve a próxima novela das sete da Globo. A produção, prevista para estrear no final deste mês, reúne um elenco repleto de estrelas, com atores do quilate de Fernanda Montenegro, Tony Ramos, Raul Cortez, Cláudia Raia, Andréa Beltrão, Beth Coelho e Diogo Vilella, entre outros.
‘‘Não vejo a hora de a novela estrear logo’’, confessa a atriz. Na comédia escrita por Sílvio de Abreu, Lavínia interpreta uma personagem que destoa da grande maioria: ela dá vida à sofrida Valentina, que irá ser usada por Adriano, um mau-caráter vivido por Thiago Lacerda, a dar o golpe do baú em Arthur, um milionário interpretado por Raul Cortez. ‘‘No fundo, a Valentina é uma boa pessoa. Ela só vai se casar por interesse para agradar ao Adriano, por quem realmente é apaixonada’’, defende.
Atuar numa novela de Sílvio de Abreu é um dado que aumenta a expectativa da atriz. Ela conta que já havia sido sondada pelo autor para outros trabalhos anteriormente. ‘‘A gente vinha namorando há algum tempo, mas finalmente consegui acertar um papel’’, diz. Nem o fato de atuar numa comédia rasgada, inédito para ela, preocupa Lavínia. Ela argumenta que o texto do autor flui com muita veracidade. ‘‘O Sílvio consegue ter boas sacadas de situações que realmente acontecem no dia-a-dia. Isso facilita muito’’, argumenta Lavínia.
Por outro lado, a atriz reverencia aqueles que conseguem interpretar personagens cômicos não só na televisão, mas também no teatro e no cinema. Para Lavínia, um dos maiores exemplos de atores que têm este tipo de capacidade é Diogo Vilela. Na trama, Diogo interpreta outro ‘‘picareta’’, o Valbeque, que é irmão de Valentina. ‘‘Quem sabe fazer comédia realmente é um ator abençoado por Deus. Fazer drama não é tão difícil, mas tirar uma risada do público é uma grande façanha’’, compara Lavínia.
Na novela, a sua personagem vai ter alguns momentos cômicos também. ‘‘Não poderia ser diferente. Principalmente porque estou no mesmo núcleo do Diogo’’, explica a atriz.
Lavínia conta que sua ausência na televisão foi uma estratégia previamente pensada – a não ser por uma rápida participação em ‘‘Laços de Família’’, ela está fora do ar desde ‘‘Força de um Desejo’’, exibida em 99. Nos últimos meses, ela se dedicou ao teatro e protagonizou peças como ‘‘Romeu e Julieta’’ e ‘‘D’Artagnan e Os Três Mosqueteiros’’. ‘‘Foi uma experiência muito importante porque, num curto espaço de tempo, vivi uma heroína e uma vilã no teatro’’, observa a atriz.
Durante o período em que ficou fora da televisão, Lavínia conta que o público teve uma reação que, de uma certa forma, a surpreendeu. Ela lembra que insistentemente era cobrada para voltar ao vídeo. ‘‘Mas pedia às pessoas para matarem as saudades me vendo no teatro’’, diverte-se. Agora, por conta da escalação para viver a sofrida Valentina em ‘‘As Filhas da Mãe’’, Lavínia adiou todos os projetos que tinha no teatro e no cinema. ‘‘Quero me dedicar inteiramente à próxima novela das sete. Trata-se de uma oportunidade única.’’
Lavínia aposta, na verdade, que esse trabalho tenha o mesmo destaque de quando interpretou a vilã Alice, da novela ‘‘Força de um Desejo’’. Na trama de Gilberto Braga, a personagem de Lavínia literalmente infernizou toda história. Lavínia revela que foi muito difícil encontrar a composição ideal para esse tipo de personagem, que foi muito elogiado. ‘‘Mas o resultado foi extremamente compensador’’, conclui.

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