Retorno esperado
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sábado, 01 de junho de 2013
Márcio Maio <br> TV Press 
Voltar a fazer novelas até era um desejo de Virgínia Nowicki. Mas a atriz e apresentadora de tevê confessa que acreditava que essa movimentação pudesse ser mais lenta. Por isso mesmo, recebeu com grande entusiasmo o chamado da equipe de ''Chiquititas'' para interpretar a ''dondoca'' Eduarda na readaptação escrita por Íris Abravanel. E o convite veio em boa hora, já que Virgínia retomou as aulas particulares de interpretação com a ''coach'' Cristina Mutarelli há cerca de um ano. ''De certa forma, parece que eu 'chamei' isso para mim. Tive vontade de me reciclar e, de repente, veio a oportunidade de voltar a atuar na tevê'', comemora ela, que não trabalha como atriz desde que integrou o elenco da novela ''Vira-Lata'', na Globo, em 1996.
Em ''Chiquititas'', Eduarda é mãe da antagonista Maria Cecília, papel de Lisandra Parede. Ex-modelo com fama internacional, Eduarda passa por um período decadente, buscando na justiça o direito à pensão alimentícia do ex-marido. Enquanto aguarda a sentença, é sustentada pela filha, que atua como executiva na empresa da família do mocinho Júnior, vivido por Guilherme Boury. Com a proximidade com o rapaz, a jovem tenta conquistá-lo. Mas ele só tem olhos para a benevolente Carol, interpretada por Manoela do Monte.
Virgínia deseja, com esse retorno às novelas, conseguir se firmar como atriz de tevê. Até então, suas experiências nessa função se resumiram à atuação em ''Vira-Lata'' e, em 1995, na minissérie ''Decadência'', também na Globo. Além da série ''Alô Doçura'', do SBT, sua estreia. Desde que se tornou conhecida por comerciais de tevê - principalmente depois de uma grande campanha realizada na década de 1980 para a loja feminina Marisa -, a carreira de Virgínia sempre foi pontuada por trabalhos como apresentadora e repórter de programas de entretenimento e até telejornais. ''Nunca estudei para isso, mas me considero jornalista. Foram 20 anos de trabalho praticamente seguidos e em várias emissoras. O que as pessoas aprendem em quatro anos de faculdade eu vivi na prática ao longo de duas décadas'', valoriza ela, que foi repórter do ''Domingão do Faustão'' e do ''Vídeo Show'', apresentou o ''Musidisc'', no SBT, o ''Zapping'', na Record, e até o telejornal ''Fala Brasil'', no ar até hoje, nas manhãs da Record.
Afastada da grande mídia há cinco anos, quando deixou o comando do ''Arte Brasil'', exibido pela Rede TV!, Virgínia garante que chegou a receber propostas para voltar ao ar antes. Mas, desiludida com os rumos que a programação aberta tomou, diz que nenhuma foi capaz de fazê-la ter vontade de sair de casa para colocar seu rosto no vídeo. ''É diferente para quem apresenta. Você empresta sua imagem para uma ideia. E não dá para se vincular a algo apelativo demais'', critica. Para ela, o crescimento da tevê fechada e da concorrência entre os canais abertos nivelou por baixo a maior parte dos programas de entretenimento. ''Mesmo os de bastidores, que fiz tanto no passado, hoje são diferentes. Sempre prezei pela qualidade, mas não é isso que a gente vê agora. Fazem de tudo por um pontinho a mais de audiência'', analisa.


