Regiane Alves se diverte na comédia
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Márcio Maio<br> TV Press 
Personagens densos e complicados sempre foram o forte de Regiane Alves. Desde sua estreia nos folhetins, ainda no SBT, como a sofrida Clara de 'Fascinação', em 1998, até a adolescente rebelde Dóris, de 'Mulheres Apaixonadas', exibida pela Globo em 2003, a atriz sempre se destacou em histórias dramáticas. Por isso mesmo, encarnar a ricaça Goretti de 'Tempos Modernos' é tão motivador. Novata na comédia, Regiane confessa que espera, com o trabalho, poder se aperfeiçoar no gênero. ''Ainda não me sinto completamente à vontade, mas quero me superar. O que o ator mais busca é a versatilidade'', argumenta.
Segundo a atriz, sua carreira já vem se direcionando para a comédia desde seu trabalho em 'Beleza Pura', como Joana. ''Ela (Joana) estava costurando o drama de uma história central que tinha umas pitadas de humor, mas não era cômica. Já a Goretti não, ela tem esse traço bem marcado, inclusive em sua descrição. Uma das coisas mais divertidas é o jeito perdido que a personagem tem'', diz.
Aos 31 anos, Regiane também vê com bons olhos o fato de voltar a interpretar personagens mais próximos de sua idade. Depois de alguns trabalhos imprimindo inquietações juvenis aos papéis, a atriz se diverte por agora encarnar a mãe de quatro meninas, todas com o nome de Maria na trama. ''A televisão sempre me deixou muito garota. Acho bacana mostrar que eu estou envelhecendo. Até fiz uma mãe em 'Laços de Família', mas já em seguida voltei ao ar em duas adolescentes seguidas, em 'Desejos de Mulher' e 'Mulheres Apaixonadas'. Mas isso também foi bom para mim. É ótimo quando você consegue fazer papéis distantes da sua realidade'', reflete.
Início nômade
A história de Regiane Alves com a Globo começou antes da assinatura de seu contrato, em 1999. A atriz foi da turma da Oficina de Atores da emissora um ano antes, mas, ao final do curso, não foi aproveitada. Disposta a trabalhar, fez testes no SBT e agradou tanto que faturou o papel da romântica Ana Clara, protagonista de ''Fascinação''. De lá, Regiane ainda passou pela Band, onde participou do ''remake'' de ''Meu Pé de Laranja Lima''. Só depois assinou contrato com a Globo e estreou em ''A Muralha'', trabalho que praticamente emendou com ''Laços de Família'', em 2000. ''Dei sorte de cara. Eles sempre apostaram em mim e me deram bons personagens'', valoriza ela.
A partir daí, Regiane conquistou não só a direção da emissora como também a confiança do autor Manoel Carlos. Tanto que marcou presença nas duas novelas seguintes do autor, ''Mulheres Apaixonadas'' e ''Páginas da Vida''. ''Todos os papéis que o Maneco me deu foram fundamentais para meu crescimento na tevê. Tanto que são os que o público mais lembra'', argumenta a atriz. Tantas aparições bem sucedidas lhe renderam a escalação para viver a dedicada Joana, mocinha de ''Beleza Pura'', em 2008. ''Muita gente questionava se eu não tinha esperado muito para protagonizar, mas acho que veio no tempo certo'', garante.


