Ex-panicat, ex-peoa do reality show 'A Fazenda', da Rede Record, ex-affair e romance de jogadores de futebol, herdeiros e cantores, Nicole Bahls também é modelo e, recentemente, tornou-se empresária. Desde que saiu de Londrina, em 2007, e foi morar no Rio de Janeiro, é motivo de notícia em sites e revistas de fofoca. A londrinense, prestes a completar 27 anos, no momento colhe frutos da sua participação em ''A Fazenda''. De passagem por Londrina, na semana passada, conversou com a reportagem da FOLHA.
Como foi sua infância em Londrina?
Nasci aqui, mas ainda muito pequena me mudei para Grandes Rios, onde morei até os seis anos de idade. Ficava com minha avó, pois minha mãe trabalhava. Com seis anos voltei para Londrina para estudar. Na minha infância eu era muito arteira, espevitada, brincava muito na rua. Morei minha vida toda aqui, me formei em Jornalismo.
Como Nicole Bahls surgiu nesse meio artístico?
Foi em 2007. Um professor da faculdade e a esposa dele me inscreveram no concurso nacional ''Musa do Brasileirão'' e fui eleita representando o Paraná Clube. Ganhei um contrato com a Ford Models e podia escolher entre a Ford do Paraná, São Paulo ou Rio de Janeiro. Optei pelo Rio. Quando acabou meu contrato com a Ford fui convidada pelo Pânico pra trabalhar com eles. Isso foi em 2011.
Sua fama começou ali, certo?
O Pânico foi onde eu me encontrei, porque sempre gostei de TV, de foto. Eu gostava dessa área, mas não tinha projetos, não sabia que ia morar numa cidade grande. Sempre fui meio caipira, nunca projetei muita coisa na minha vida. No Pânico consegui encaixar televisão. Eu usei muito a faculdade nessa fase. Ajuda muito ser formada, por mais que hoje não é exigido o diploma.
Você teve um affair ou namorou o Thor Batista? Onde se conheceram?
Namoramos um ano. Nos conhecemos em um aniversário de um amigo em comum. Só que ele tinha 17 anos. Esperei ele completar 18 anos para começar a namorar mesmo.
Por que acabou?
Por conta do Pânico, os amigos do cursinho dele começaram a fazer piada por causa de um quadro no programa que se chamava ''Pânico Delivery: Se Beber não Dirija, o Pânico Dirige pra Você'', que a gente tinha que buscar um bebum e levar pra casa. No caminho íamos entrevistando o bebum e aí se ele conseguisse responder algumas perguntas ganhava como prêmio um selinho da panicat que ele escolhesse. E aí estava namorando e acontecia de eu ter que dar selinho em algum bebum e ele (Thor) virava motivo de piada na escola. Pra ele não estava sendo legal essa exposição e então preferiu dar um tempo, terminar.
Você busca a fama a qualquer custo?
As coisas acontecem por acaso na minha vida. Estou colhendo os frutos da 'A Fazenda'. Mudou muita coisa na minha vida depois do programa, estou com muito trabalho. Não sou vidrada em fama e nem preciso dela pra sobreviver não.
Dizem que você só ganha dinheiro porque expõe demais o seu corpo. Você concorda?
Isso não é verdade. Eu trabalho com foto, presença. E isso não precisa muitas vezes mostrar o corpo. Isso falam por conta do Pânico, que eu trabalhava de biquíni e era muita exposição. Ninguém fala sem motivo e acho que esse seja o motivo de falarem de mim. Muitas pessoas não têm acesso a mim, não convivem comigo. Existem comentários bons e ruis. Eu sabia que ia pagar um preço alto por expor meu corpo no Pânico, mas era uma oportunidade e eu estava feliz. Não me arrependo.
Você acha que teria fama se não expusesse tanto seu corpo?
Eu acho que não. Sou muito espevitada, sou muito brincalhona. Na faculdade sempre fui de piada. Uma linha mais séria não daria. Meu perfil é nessa linha de humor.
Onde reside seu talento? Você se aprimora?
Eu gosto de trabalhar com humor, gosto de televisão. Trabalhar com humor é pensamento rápido, não precisa estudar pra isso.
Te incomoda saber que muitos te tacham de piriguete?
Não me entristece isso. Não ligo. Fico triste quando um amigo fala alguma coisa. As pessoas que não me conhecem têm direto de tirar uma imagem, comentar. Mas não me importo.
Também há comentários de que você era garota de programa...
Isso também surgiu por conta do Pânico. Uma vez a Dani Bolina (ex-panicat) deu uma declaração meio polêmica no programa da Ana Hickmann falando que algumas panicats faziam programa, e aí todo mundo pagou o preço junto e ficou esse comentário por muito tempo. Você trabalha rebolando de biquíni e as pessoas acham que você vive em função disso. Na 'A Fazenda' as pessoas me viram diferente, mudou essa minha imagem.
Você já recebeu alguma proposta para fazer programa?
Na época do Pânico eu era assediada, hoje não mais.
Como você investe o dinheiro que ganha?
Estou investindo em imóveis. Já comprei um apartamento no Rio e estou comprando outros.
Comenta-se que seu pai não aprova seu trabalho.
Acho que ele aceita, não que ele goste. Meus pais já passaram por muita cacetada com essas notícias e exposição de corpo. Meu pai aceita, mas as notícias acho que chocam, não faz bem pra pai nenhum.
Você parece ter uma personalidade forte.
Eu tenho opinião. Às vezes as pessoas concordam muito, e o discordar causa. Eu falo na hora e isso gera conflito. Não gosto de fofoca! Por ser jornalista, sou formadora de opinião, eu defendo o que acredito, e isso causa conflito.
Você fica abalada com as fofocas publicadas a seu respeito?
Às vezes me entristeço, sim. Essa semana saiu uma matéria sobre minha vida íntima. (Nicole disse durante uma entrevista que não segurava seus namorados porque não gosta de fazer sexo anal). Fiquei muito mal, pois era uma conversa entre eu e uma jornalista que era minha amiga. Eu achei que ela não ia publicar. Fiquei meio sem entender e muito chateada. Entendo que é o trabalho dela também, mas foi algo sem necessidade.
Você é religiosa?
Sim. Sou católica. Sempre acompanho o padre Fábio de Melo. Quando ele está dando palestra e estou por perto sempre vou prestigiá-lo.
Onde você quer chegar profissionalmente?
Quero ser apresentadora, de preferência de um programa com adolescentes ou crianças. Que tenha animais, musical. Acho que falta isso na televisão. É uma coisa que eu quero muito!

mockup