Apesar do crescimento no mercado da moda curitibano, nada é mais importante para os modelos e manequins da cidade do que o Crystal Fashion. A preparação e disputa acirrada entre as agências e os profissionais tem início meses antes do evento começar.
A bela Angélica Fenley, 20 anos, do casting da agência Staff, explica que participou de concorridos processos de seleção na última edição do Crystal Fashion. Ela cita uma dessas seleções, em que havia 150 meninas para 20 vagas, por exemplo.
Apesar de sido escolhida pela maioria das grifes, o que a tornou um dos grandes destaques da semana de moda, a modelo comentou que poderia haver um número maior de desfiles e mais oportunidades para os profissionais locais.
Ela confirma que o Crystal Fashion é o momento mais aguardado pelo mercado local. ‘‘Algumas meninas começam a se preparar e a fazer dietas muitos meses antes’’, conta. Na hora das disputadas escolhas, segundo ela, o que faz a diferença é a experiência, atitude e simpatia da candidata.
Angélica trabalha como modelo há seis anos e acaba de regressar de uma temporada de trabalhos em Munique (Alemanha) e Nova York (EUA). Atualmente, divide as passarelas com os estudos, já que tentará uma vaga no curso de Jornalismo no próximo Vestibular.
Se as disputas são acirradas entre os modelos, as agências que os representam também brigam por um espaço no evento. Duas das maiores empresas locais, a Staff e a Ford Models, por exemplo, garantem que foram responsáveis pela maioria do casting que desfilou durante o III Crystal Fashion. ‘‘70% dos modelos que desfilaram eram nossos’’, diz Eduardo Almeida, dono da Ford Models em Curitiba. ‘‘Os números apontam que a maioria absoluta dos modelos escolhidos eram da Staff’’, rebate o proprietário Paulo Costa.
Contradições à parte, ambos concordam que o evento é positivo para os profissionais locais. ‘‘Os modelos aguardam com muita ansiedade, já que o grande sonho de todos é a passarela e este é o maior evento de moda para as agências do Paranᒒ, diz Costa.
O dono da Ford comenta ainda que o evento cresceu muito em estrutura e já começa a se profissionalizar. Ele lamenta apenas a diminuição que houve no número de lojas participantes em relação às outras edições o que, obviamente, diminuiu o número de modelos na passarela.
(S.M)

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