A atriz exibe com um sorriso largo a satisfação que está sentindo com sua atual personagem, a liberada Dora, na novela da Globo. Mas felicidade não é mesmo uma coisa feita para ser escondida. Passaram-se dez anos desde que Giovanna trabalhou com Manoel Carlos na trama que destacou a atriz na carreira dramatúrgica. Em ''Laços de Família'', ela roubou a cena ao viver a prostituta de classe média Capitu. O reencontro com Manoel Carlos tanto tempo depois é uma espécie de alívio. E evoca bons planos para o futuro. ''Foi o personagem que fez a minha carreira. Estou feliz por trabalhar com ele e só espero coisas boas daqui para a frente'', empolga-se, piscando os olhos com força.
Apesar de ser, ao mesmo tempo, uma espécie de vilã, Giovanna confessa que não gosta de ser odiada, ''mas se eu pensar no lado profissional, gosto de ser sim''. Sobre o jeito meio libertino de seu personagem, ela diz que considera Dora uma Gabriela moderna. ''É um personagem com tanto frescor e palpável ao mesmo tempo. Tem a história dela viver para a filha e ser parceira dela, apesar de aprontar muito''.
Grávida de gêmeos, a atriz praticamente não teve descanso entre sua personagem de ''Três Irmãs'' e o atual folhetim. Mas confessa que mesmo quando está de férias e aparece um bom personagem, o descanso é adiado imediatamente. ''Sempre tive muito tesão para trabalhar. Amo o que eu faço. E posso estar na novela das oito que me proponho a trabalhar no domingo e no sábado à noite. Me desdobro se for bom para mim'', reforça.
Além de atuar na teledramaturgia, Giovanna tem se dedicado ao cinema. A atriz trabalhou no longa sobre a vida do médium Chico Xavier, com direção de Daniel Filho, já lançado nos cinemas. Antes disso, participou do longa norte-americano ''The Heartbreaker'' e, em 2008, filmou o nacional ''Budapeste'', baseado no livro de Chico Buarque. ''Eu tenho uma meta que é fazer pelo menos um filme por ano. Isso é muito bom'', completa.
Preparada para o trabalho de atriz, ela sempre acha que pode fazer qualquer coisa. ''Às vezes, a gente tem êxito; às vezes, não. Mas confio muito na minha dedicação e no meu esforço. Sei que tenho de ter muita disciplina para saber arriscar e também conduzir o trabalho. Acredito muito na troca de autor e ator, através das mãos do diretor. O gol acontece a partir daí, e é isso que faz a gente crescer''.
Depois de atuar em 14 novelas, Giovanna revela que não tem o costume de ficar com hábitos ou usar o visual de seu personagem quando a trama sai do ar. Porém, com o término de 'Três Irmãs'', a atriz teve de dar o braço a torcer. Ela confessa que de um ano para cá mudou alguns de seus hábitos por conta da antiga personagem Alma, a médica fictícia da trama de Antonio Calmon. ''Vivo muito melhor hoje. Estou de bem com a vida. Cuido da minha saúde, durmo cedo, como bem. Entrei em uma fase de equilíbrio depois da Alma''.

mockup