Paraná esconde tesouro do tênis
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terça-feira, 10 de julho de 2001
Da Redação 
Persistência. Esta é a palavra que define o tenista paranaense Antônio Prieto. Ao longo dos seus 28 anos, os quatro últimos como profissional do tênis, Prieto não é apenas um dos duplistas de Guga, mas um jogador que luta para defender não só o Paraná, mas também o Brasil nesse esporte que se tornou a paixão nacional.
Colecionando torneios por todo o mundo, em países como Espanha, Austrália e Estados Unidos, Prieto tem que contar não só com sua habilidade, mas também com a preparação física e psicológica de seus companheiros. Além da sorte, que infelizmente não tem sido uma das grandes aliadas do jogador ultimamente.
Somente em 2001, Prieto já participou de cinco torneios. No primeiro do ano, o Grand Slam Australiano, em Melbourne, o tenista paranaense jogou com o brasileiro número 1 do mundo, Gustavo Kuerten. Mas os únicos brasileiros participando do campeonato perderam para a dupla formada pelo croata Ivan Ljubicic e o norte-americano Jack Waite.
Em seguida, veio o Challenger de Waikoloa, no Havaí, onde Prieto jogou com André Sá. Mas a dupla não resistiu à força dos norte-americanos Eric Taino e Brandon Hawk.
Prieto e o israelense Elay Ran que já haviam jogado em Bogotá, na Colômbia, também jogaram no ATP Tour de Buenos Aires. Conquistaram vaga para a segunda rodada da chave principal de duplas, e derrotaram o chileno Marcelo Ríos e o argentino Luis Lobo.
Acapulco foi o próximo destino de Prieto, que estava muito bem orientado pelo treinador Larri Passos, que já havia orientado os treinos do tenista paranaense junto a Gustavo Kuerten em Balneário Camboriú. No torneio, jogando com o sul-africano Brent Haygarth, Prieto venceu os mexicanos Oscar Ortiz e Enrique Abaroa e jogou com a dupla formada pelo americano Donald Jonhson e Gustavo Kuerten.
Alexandre Simoni e Prieto chegaram a San Luis de Potosi, integrando a equipe de treinamento da Copa Davis, e enfrentaram a parceria do norte-americano Hugo Armando e do argentino Diego Veronelli, mas Simoni não aguentou suas contusões. Emocionado com o esforço e a dedicação de Prieto, declarou: O Prieto saiu do Brasil para jogar duplas aqui e eu queria colaborar com ele. Mas eu não conseguia dar um passo para o lado e meu ombro doía muito, lamenta.
O próximo passo foi o ATP Tour de Houston, integrando a chave principal junto com o sul-africano Paul Rosner. Prieto perdeu logo na estréia contra os norte-americanos James e Thomas Blake.
No torneio para a disputa por uma vaga na chave principal de Wimbledon, Prieto junto com André Sá eram os favoritos. O último campeonato internacional disputado pelo tenista foi o de Tallahasse, na Flórida. Prieto aproveitou a oportunidade para fazer um tratamento intensivo de uma contusão grave que havia sofrido nas costas, o que era grande razão do seu desempenho não tão produtivo. No torneio, Prieto e o argentino Ignacio Hirigoyen jogaram contra as duplas formadas por Jack Brassington e Jaime Fillial, Cecil Mamnut e Glenn Weiner e Brandon Hawk junto a Robert Kendrick.
Mas o que também interfere no desempenho do tenista são as longas temporadas longe da família. Por isso quando retorna ao Brasil, tenta aproveitar o tempo que passa com a família ao máximo. Extremamente tímido e observador, Prieto valoriza cada pequeno gesto de demonstração de carinho, o que evidencia ainda mais sua humildade. Uma prova disso é a imagem que mais emocionou o tenista, não foi uma grande vitória, nem a primeira vez que jogou com um grande tenista, mas a de crianças e idosos praticando tai-chi-chuan numa praça pública em Hong Kong, na China. Como virginiano, bastante reservado, Prieto corre a cada dia atrás de seu sonho, a medalha olímpica. O tenista que continua sem patrocínio, não desanima e se dedica muito, pois até número 1 do mundo sabe que Prieto tem grandes possibilidades de chegar lá.


