Para inglês premiar
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quinta-feira, 19 de julho de 2001
Karla Matida De Londrina 
Talvez você já deva ter vivenciado tal situação inúmeras vezes, principalmente porque existem anúncios por todos os lados. Você está folheando uma revista e de repente dá de cara com um daqueles fantásticos concursos: responda a pergunta coisa e ganhe a viagem dos seus sonhos, uma jóia de vários quilates ou mesmo um carro. Os prêmios, é claro, são sempre tentadores. Daí você pensa um pouco, mas, na maioria das vezes, nem chega a pegar no papel e na caneta.
Pois foi assim, folheando uma revista, que a professora de inglês Gladys Quevedo Camargo, ficou sabendo de um concurso promovido pela UCLES University of Cambridge Local Examination Syndicate, instituição filiada à prestigiada Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Direcionado a professores de inglês do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, o concurso pedia um artigo sobre dicas na preparação de candidatos para os exames de Cambridge.
Professora de inglês há 17 anos, dos quais sete preparando alunos para os testes da universidade de Cambridge, Gladys resolveu escrever as tais 1.500 palavras que pedia o regulamento e acabou vencendo toda a concorrência da América Latina. Reconhecidos no mundo todo, os exames de Cambridge são feitos para quem tem o inglês como segunda língua e precisa de um certificado para comprovar.
São exames que pesam no currículo e uma prova concreta da proficiência no inglês, explica Gladys. Entre os exames mais conhecidos estão o FCE (First), CAE (Advanced) e o Proficiency, que aliás dá nome à escola de Gladys, dirigida especificamente para adultos.
O primeiro lugar no concurso deu à professora um curso de duas semanas em Saffron Walden, na Inglaterra, no renomado instituto Bell Educational Trust. O prêmio foi entregue na semana passada em Curitiba, durante o 4th Southern Cone Tesol Convention, convenção de professores de língua inglesa do Cone Sul e que reuniu cerca de 1000 participantes de várias partes do mundo, como os autores de livros usados no ensino da língua inglesa.
Além dos anos de experiência como professora, Gladys Camargo também tem no currículo o Delta, diploma entregue pela britânica Royal Society of Arts. Segundo a professora, é o mais alto grau de certificação que um professor de inglês pode obter. O curso levou um ano e meio para ser concluído e foi feito parte na Inglaterra e parte no Brasil.
Formada em Língua e Literatura Inglesas na PUC-SP e com mestrado em Linguística Aplicada, Gladys foi durante dois anos presidente da Apliepar Associação dos Professores de Língua Inglesa do Estado do Paraná. O professor tem que estar sempre estudando, e também conhecer a cultura dos países de língua inglesa, como Estados Unidos, Austrália e Inglaterra, conta a professora, que sonha com uma carteirinha, tipo à da Ordem dos Advogados, para os professores de inglês.


