Paixão também pela profissão
Paixão também pela profissão
O gosto pelo estético e o olhar para o belo estão diretamente ligados a sua profissão a de coiffeur (ou cabeleireiro, em bom português). É uma brincadeira de criança que virou profissão, eu sou autodidata, observa. Depois de anos de carreira é que eu fui fazer cursos avançados em Londres, Paris, Barcelona, Amsterdã... conta.
Quando eu tinha meus dez anos, ficava encantado quando minhas primas voltavam do salão arrumadas. Eu também brincava muito de teatro e criava até o cenário. Já mais tarde, com os blocos de Carnaval dos anos 70, a minha diversão era passar o dia fazendo a maquiagem, o cabelo, e criando as fantasias de quem iria participar da festa, lembra.
Há 16 anos, Beto Maran é um profissional renomado no Paraná. Eu não dou atendimento convencional de salão, com movimento frenético. No meu ateliê o atendimento é vip, diz. Minha clientela é bastante exigente, muito preocupada com a aparência, com a auto-estima. São mulheres que conhecem o mundo inteiro, e eu tenho que acompanhar este padrão.
Ele explica que para dar um atendimento personalizado é preciso conversar com a cliente, avaliar seu tipo físico, seus traços, seu jeito de se vestir, seu jeito de viver, seu formato de rosto, e claro, sua personalidade. Não basta um bom corte, a mulher tem que saber como usá-lo. As mulheres hoje querem praticidade e eu ensino isso. Se você souber dar um trato, souber secar, fica uma cabelo de revista, garante. (C.P.)





