Há 17 anos, Milton Simões, ao lado da mulher Marilza, faz do seu negócio algo entusiasmante. Dono de um dos antiquários mais conhecidos e procurados na região, o agropecuarista que tornou-se empresário e há cinco anos formou-se em Direito, garimpa por todo país móveis e peças de decoração de extremo bom gosto, carregadas de estilo e de grande valor potencial.
''Adoro ir em feiras, achar, descobrir uma peça que eu possa modificar, restaurar, e fazer com que ela volte para uma casa. Mas para isso, é preciso ter o dom e realmente gostar do que faz'', disse ele.
Desde que tomou gosto por esse ofício, em 1994, Simões, pai de três filhos e avô de cinco netos, passou também a dedicar-se ao aprendizado no assunto. Como em tudo que envolve arte, se aprimorar através de livros, pesquisas e com a vivência do dia a dia passou a ser uma constante em sua vida.
Com o know-how que adquiriu em quase duas décadas de trabalho, hoje é capaz de reconhecer uma réplica de uma peça original. Mas nem sempre foi assim. ''No começo comprava muito gato por lebre. Eu e minha esposa confiávamos nos outros. Hoje não. É muito difícil me enganar'', conta Simões.
No seu espaço, uma enorme casa em ponto valorizado de Londrina, apreciadores, compradores e arquitetos circulam em busca de móveis e peças que possam dar mais charme, sofisticação e elegância à decoração desejada. Os produtos chegam principalmente do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
No antiquário é possível encontrar desde portas de palacetes mineiros, até enormes espelhos franceses, além de coloridas taças de cristal, cadeiras, vasos italianos, lustres e mais um sem fim de objetos que conferem um grande diferencial a qualquer ambiente.
''Existe um mito em cima dos antiquários de que tudo é muito caro. Temos peças de R$ 100 até R$ 8 mil. Há produtos de todos os valores. Hoje você embeleza uma casa com uma peça antiga mais barata que uma moderna. Uma poltrona no estilo 'Luis XV' em uma loja de shopping é mais caro que no meu antiquário. E o diferencial é que peça antiga é rica em detalhes. Hoje ninguém faz mais móveis como antigamente; os detalhes se perderam no tempo. Atualmente só vemos produção em série'', explicou.
Possuir um objeto antigo, para os apaixonados por raridades, é uma maneira de ter em casa ou em qualquer lugar que seja, algo que dificilmente outra pessoa terá igual. ''É uma peça única, que vai ser o destaque. E esse destaque do produto antigo não é pelo valor pago, mas, sim, pela qualidade, a maneira com que foi feito. A pessoa também precisa ter sensibilidade, ou seja, não é sair enchendo a casa de móveis antigo achando que vai ficar bonito'', ensina Simões.

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