Cláudia Ohana garante que só melhorou como atriz após pisar em um palco pela primeira vez. Isso foi em 1993, quando atuou na peça ''The Rock Horror Show'', dirigida por Jorge Fernando. Mas foi no cinema, ainda na década de 80, que Cláudia ganhou maior destaque. A carreira começou em ''Amor e Traição'', dirigido por Pedro Camargo em 1980. Ela já havia feito pontas em ''Os Sete Gatinhos'', de Neville D'Almeida, e ''Bonitinha Mas Ordinária'', de Braz Chediak. ''Fui notada após 'Erêndira'. Fiz até fotos para a Playboy americana no embalo da personagem'', lembra a atriz, referindo-se à produção de seu ex-marido Ruy Guerra, baseada no texto de Gabriel García Márquez, em que ela fazia uma menina que era prostituída pela avó.
Com o sucesso de ''Erêndira'', rodado em 1983 numa co-produção entre México, França e Alemanha, Cláudia foi morar na França em 1986. Mas após participar dos europeus ''Les Longs Manteaux'' e ''Priceless Beauty'' -, este com o ''highlander'' Christopher Lambert -, a atriz percebeu que seria difícil emplacar uma carreira internacional. ''Só fazia testes para papéis latinos e resolvi voltar para fazer meu nome no Brasil'', afirma a atriz, que fez ainda ''A Bela Palomera'' e ''Kuarup'', ambos de Ruy Guerra, ''Luzia-Homem'', de Fábio Barreto, e, por último, ''Erótique'', de Ana Maria Magalhães, em 1994.
Cláudia garante que não gosta de rever nenhum trabalho. Mas chegou a assistir algumas cenas de ''Beijo na Boca'', filme de Paulo Sérgio de Almeida que protagonizou ao lado de Mário Gomes, em 1982. Na época que reviu o filme, a Globo estava exibindo ''Presença de Anita'' e a atriz achou engraçado lembrar das críticas que o filme recebeu por ter fortes cenas de sexo entre ela e Mário Gomes. ''Perto de 'Presença de Anita', o filme pareceu de uma ingenuidade incrível'', compara Cláudia.

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