Os louros da ginástica rítmica

Nova presidente do Comitê Técnico de Ginástica Rítmica da Upag, Marcia Aversani faz planos para melhorar o esporte no País

Vitor Ogawa - Grupo Folha
Vitor Ogawa - Grupo Folha

No papel de árbitra, Marcia Aversani representa o País, a partir de segunda-feira, no Campeonato Mundial de Baku, no Azerbaijão
No papel de árbitra, Marcia Aversani representa o País, a partir de segunda-feira, no Campeonato Mundial de Baku, no Azerbaijão | Divulgação
 


A professora Marcia Aversani é a nova presidente do Comitê Técnico de Ginástica Rítmica da Upag (União Pan-Americana de Ginástica). A eleição foi realizada durante os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, com mandato de 2020 a 2023.  “A CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) indicou meu nome e concorri com representantes do México e dos Estados Unidos. Fui eleita com 14 votos.”



A escolha coroa sua trajetória, que foi marcada pela excelência em várias instâncias e que a qualificou para assumir o posto. “Comecei como ginasta, depois fui treinadora e árbitra. Continuo como presidente da Federação Paranaense de Ginástica e trabalho como árbitra há 26 anos. Participei de nove campeonatos do mundo, copas, universíades e trabalhei na Olimpíada do Rio de Janeiro. Passei por todas as etapas que poderia e essa presença internacional me qualificou para o cargo”, aponta. Recentemente ela integrou o júri superior no Campeonato Juvenil, em Moscou. “A minha nota serviu como referência para os demais árbitros”, aponta.





“Minha professora foi a Elizabeth Lafranchi, que introduziu a ginástica rítmica em Londrina e foi responsável pela fundação do curso de Educação Física da Unopar. No período de 1996 a 2008 ela fez parte da FIG (Federação Internacional de Ginástica) e foi responsável pelo continente. Foi quando a ginástica ganhou corpo por aqui”, destaca. Aversani revela que nesse período, teve oportunidade de acompanhar e assessorar as viagens da presidente. “Eu participava das reuniões e fui aprendendo coisas que não se aprende na escola. É essa experiência que possibilita conhecer esse mundo”, destaca.



À frente do Comitê, ela pretende ampliar o intercâmbio com países do Leste Europeu, em especial Rússia, Bulgária, Bielorrússia e Ucrânia. “O Leste Europeu possui a ginástica rítmica mais forte do mundo e seu nível técnico está à frente do continente americano. Esse intercâmbio permitirá ganharmos experiência e melhorar o nosso trabalho, nosso nível técnico”, aponta.



Ela, que permanece como presidente da Federação Paranaense de Ginástica, ressalta que o Paraná tem colocado 50% a 60% das ginastas que integram a seleção brasileira. “A ginástica rítmica está disseminada no País todo e em aqui temos polos como Toledo, Cascavel, Curitiba, São José dos Pinhais, Araucária, Apucarana, Maringá, além de Londrina. Isso é ótimo, porque gera competitividade dentro do próprio Estado. Elevou o nível técnico das ginastas a ponto do pódio do campeonato paranaense tornar-se uma prévia do campeonato brasileiro”, comemora.




Como exemplo da força da ginástica rítmica de Londrina ela aponta que no Campeonato Mundial de Baku, no Azerbaijão, que será realizado a partir desta segunda-feira (16), a cidade será representada pela técnica Camila Ferezin, a auxiliar técnica Bruna Rosa, a ginasta Nicole Pircio. Aversani também participa do mundial como árbitra.

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