As coleções para o verão 2002, que estão sendo apresentadas desde ontem em Paris, terão, com o último desfile de Yves Saint Laurent, um tom tão emocionante quanto o talento do estilista, enquanto que as outras maisons tentarão demonstrar que a alta costura sobrevive ao adeus de seu maior nome.
Em sua última apresentação, que terá lugar no Centro Georges Pompidou, Yves Saint Laurent fará desfilar, junto com sua coleção para o próximo verão, os modelos mais marcantes de sua carreira.
Ao excepcional desfile assistirão convidados de prestígio e centenas de jornalistas. E os pedidos, já importantes depois do anúncio da aposentadoria de Saint Laurent, sem dúvida aumentarão em muito.
Nas outras maisons, a mobillização é geral para defender a idéia de que, apesar de se colocar um ponto final a uma página da moda, a alta costura continuará existindo, pelo menos nas onze firmas restantes: Balmain, Chanel, Christian Dior, Christian Lacroix, Emanuel Ungaro, Féraud, Givenchy, Hanae Mori, Scherrer, Torrente e Jean-Paul Gaultier. Às quais é preciso acrescentar as casas italianas Versace e Valentino.
E, para que a alta costura nutra os novos talentos, o exclusivo clube se ampliou há alguns anos para alguns ‘‘membros convidados’’. Estes serão 12 esta temporada (ao invés dos sete no ano passado), ou seja, tanto como os membros parisienses de pleno direito.
Entre eles, participantes assíduos como Adeline André, Dominique Sirop, Franck Sorbier, o italiano Maurizio Galante; recentes, como a coreana Ji Haye, os russos Seredin & Vassiliev e os franceses Fred Sathal e Frédéric Molénac; e novos, como Nicolas Le Cauchois e Anne-Valérie Hash. Finalmente, duas casas de passado glorioso voltam a figurar no calendário oficial: Carven e CourrSges.
Em relação ao calendário ‘‘off’’, quinze estilistas tentarão atrair a atenção dos mais de mil jornalsitas, fotógrafos e cinegrafistas que cobrem os cinco dias de desfiles.
Entre eles, Eymeric François proporá sua quarta coleção dedicada a Paris e seus bairros célebres, como Pigalle e Montmartre. Mas a grande maioria é de estrangeiros, atraídos pelo prestígio da capital francesa, como os irmãos armênios Vartan e Guevork Tarloyan, o libanês Elie Saab, o grego Anastassios Cartalis, os finlandeses Nina e Kalervo Karlsson e a indonésia Farah Angsana.

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