Em relação à procura de jornalistas internacionais pelo Brasil, Érika explicou que muitos vêm ao Brasil para cobrir nossos eventos de moda, somente pelo oba-oba, sem um interesse real e uma preocupação em valorizar nossos estilistas. ‘‘O que eles querem é ficar no Copacabana Palace e se divertir. Muitas vezes quem vem é a secretária do assistente do jornalista’’, contou. ‘‘Muitas edições internacionais que são feitas aqui são encomendadas. Não entendo a orgânica disso.’’
A jornalista acredita que, no Brasil, há que ser construído um pensamento de moda e que ainda não há uma cultura de design, somente a modinha. O surgimento de uma Escola como a Belga, por exemplo, é o caminho que a moda brasileira deve tomar para criar uma identidade própria que combata o esgotamento total que há no mundo.
Outra coisa que Érika deixou clara é que não devemos nos preocupar com tendências. Para ela, o que vai acontecer na próxima estação ainda não interessa, e o que os criadores brasileiros devem pensar mesmo é em investir na necessidade que a brasileira tem de seduzir que, muitas vezes, nada tem a ver com a austeridade imposta pelas passarelas internacionais.

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