A proposta do jornalístico matutino ‘‘Dia a Dia, com Olga Bongiovanni’’ é cativar o público pela informação instantânea. ‘‘É uma maneira inteligente de deixar o telespectador inteiramente antenado na nossa programação’’, imagina a própria jornalista Olga Bongiovanni, que apresenta a produção de segunda a sexta-feira na Band, das 8h30 ao meio-dia O programa, que também abre espaço para culinária e musicais, passou a ter três horas e meia de duração nesta nova fase de programação da emissora. Com o bom humor de sempre, Olga diz que, além de muita ginástica para manter o pique durante todo este tempo em que fica no ar, é fundamental estar sempre inovando. ‘‘O público quer saber de novidades a todo instante’’, ensina Olga.
Há pouco mais de um ano e meio, Olga chegou na Band sem grande estardalhaço. Mesmo sendo uma desconhecida do grande público de quase todo o País, ela trazia na bagagem a experiência de quase 30 anos de carreira no rádio e televisão no Paraná. Trabalhava na TV Tarobá, em Cascavel. Olga apresentava localmente programas parecidos com o que comanda atualmente em rede nacional na Band. ‘‘No começo foi difícil, mas hoje já me sinto adaptada neste novo centro de trabalho’’, enfatiza.
Qual a receita para manter uma programa ágil e dinâmico com três horas e meia de duração?
Em primeiro lugar, estar constantemente criando e inovando. Desde que fui contratada pela Band, a gente vem sempre buscando fazer alguns ajustes no programa. Agora, com mais tempo, dá para a gente abrir mais espaço para entrevistas e prestação de serviço, atividades que sempre realizei no rádio. Com este maior tempo de duração, ainda consigo explorar muito mais os temas debatidos. É claro que para apresentar um programa como este, é fundamental estar antenada em tudo o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Procuro me manter inteiramente informada. A participação ao vivo do público também aumentou muito agora. Com ‘‘O Dia a Dia’’, o telespectador ganhou uma nova tribuna para tirar suas dúvidas.
A intenção, então, é fazer um programa hard news?
Com toda certeza. Minha formação é totalmente vinda do rádio, veículo no qual trabalhei por 26 anos no sul do País. Percebo que o público tem a necessidade de estar bem informado de tudo o que está acontecendo a sua volta. Principalmente neste horário da manhã, onde muita gente ainda está em casa.
Como é disputar a audiência num horário basicamente voltado para o público infantil?
A gente procura mesclar de tudo no programa. Tem momentos para culinária, outros para informação e ainda atrações voltadas para a garotada. Uma das saídas para atender este público são as atrações musicais. Mas recebo muitas cartas de donas de casa, que dizem que fazem um tipo de revezamento com os filhos. Parte da manhã, ela fica acompanhando meu programa e outra parte deixa o filho assistir aos desenhos. Realmente é difícil competir com esta faixa de horário do dia, tradicionalmente voltada para o público infantil.
Para atrair a audiência, a Band vem apostando por uma linha bastante popular com programas como ‘‘Melhor da Tarde’’ e ‘‘A Hora da Verdade’’. Como você avalia esta nova tendência da emissora?
A intenção do diretor de criação da Band, Rogério Gallo, é tornar a emissora mais competitiva. Ou seja, buscar números mais expressivos no Ibope. Então, uma forma de deixar a grade dinâmica é passar a fazer os programas ao vivo. Com isso, a gente pega a reação das pessoas na hora. Dá para fazer tudo de imediato. Mas o importante é fazer uma programação desse gênero, sem ser apelativa.
A Band chegou a anunciar a intenção de oferecer um programa no horário nobre para você. Como anda este projeto?
Realmente se falou muito nesta possibilidade. Só que, além de passar toda manhã na Band, estou apresentando um programa de rádio à tarde, na Rádio Capital, em São Paulo. Então, passo o dia inteira falando. Por isso, acho difícil fazer alguma coisa no horário nobre agora. Infelizmente, este projeto teve de ser adiado.

mockup