O QUE FAZ A CABEÇA DELAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de maio de 2001
Brisa Teixeira De Curitiba Especial para a Folha Gente 
Cabeças de todo o mundo já começam a ditar as tendências de cores e cortes para a próxima estação. As mechas grossas e definidas dão lugar a bloco de cores, dégradés e texturas. O vermelho continua em evidência, mas desta vez, mesclado com outras cores com a parte de baixo do cabelo mais escura que a de cima, sem que haja uma diferença brusca. Os cortes são assimétricos e de tamanho médio. A tendência foi verificada pelos 35 cabeleireiros dos melhores salões de Curitiba e região, que foram para a Holanda conhecer a fábrica da Keune, em Amsterdã.
O grupo teve a oportunidade de conferir em primeira mão a nova onda de cores e cortes de cabelos para o inverno de 2001. Na oportunidade, eles passaram por Paris para participar de um curso de corte na Ecole St. Louis, onde se formam os melhores cabeleireiros franceses. Na etapa final, partiram para a Bologna, cidade onde acontece a maior feira da indústria cosmética mundial, a Cosmoprof.
O cabeleireiro Vítor Botelho, conta que a tendência atual vem diretamente da Europa e lembra os anos 70 e 80 remodelados ao século 21. É um cabelo que dá para usar com tranquilidade tanto de dia quanto de noite, assegura o cabeleireiro. Ele conta que muitos de seus clientes já o procuraram para adotar o novo visual definido por Vítor de ousado, mas suave.
Para o grupo que esteve na Holanda, essa tendência é muito positiva para o profissional. Vai explorar melhor a criatividade de cada um, deixando de ser uma rotina para aquele que sempre fazia o mesmo tipo de trabalho, diz Illa Kurth, especialista em tintura. Ela conta que todo dia recebe em seu salão clientes, inclusive os considerados tradicionais, querendo adotar um novo visual. De um ano para cá, as pessoas estão aceitando com mais facilidade as tendências, acredita. O resultado, segundo ela, é um visual ousado, alegre, que deve ser acima de tudo versátil e prático.
Yolly Tem Koppel, diretora artística de uma marca de tintas, diz que é a tendência retrô em evidência mais uma vez. É o mesmo que o velho fusca remodelado ou As Panteras dos anos 70 adaptadas para a mulher do século 21, observa. Apesar de ditar a moda, Yolly reforça que, desta vez, será possível atender melhor todo tipo de cliente. Não vamos mais chegar e falar para o cliente: estas são as cores e estes são os cortes. O cabeleireiro vai adaptar a técnica de acordo com o desejo do cliente, da maneira mais vanguarda, mais louca possível ou da maneira mais convencional, de acordo com cada um, diz Yolly.


