O Brasil inteiro ainda vibrava feliz e aliviado com a conquista do tetracampeonato, após um jejum de mais de 30 anos, quando o londrinense André Casaroli Costa Branco nasceu, em 1995. André não viu os gols de Bebeto, Romário e cia., mas como todo menino brasileiro que se preze sonhou em um dia ser jogador de futebol. Mas se a vontade passou rápido, a paixão pelo esporte o fez descobrir um novo e promissor talento, a arte de escrever (e bem) sobre futebol.
Colaborador de um site especializado, o Papo de Bola, André é apresentado na internet como ''natural e residente em Londrina e torcedor do Corinthians e que sua coluna destinará espaço ao futebol alternativo, enfocando bastante as equipes da região, como o Londrina e a Portuguesa Londrinense''. Só que o pouca gente sabe é que apesar dos textos de 'gente grande', o garoto tem apenas 12 anos.
''Um dia, ele chegou em casa e disse que iria torcer para o Corinthians'', lembra o pai, o médico Carlos Augusto Costa Branco, que nunca se interessou muito por futebol. A surpresa seguinte veio anos depois, quando o filho contou que tinha recebido o convite para escrever para um site. ''Fomos atrás para ver do que se tratava'', conta o pai zeloso. Para acompanhar André, Costa Branco passou a frequentar estádios e autódromos.
A mãe, Imaculada, conta que o filho é um ''rato de sebo'', sempre atrás de números antigos de revistas esportivas. Incentivado ainda no ensino fundamental, André conta que pegou gosto pela leitura primeiro com os gibis, depois pelos livros e as tais revistas esportivas. ''Costumo ler várias coisas ao mesmo tempo'', conta o jovem articulista. Ele pode até viver no mundo das letras, mas garante que seu mundo é mesmo esportivo. Mais que o futebol, André gosta também de automobilismo.
Em 2007, a paixão pelos carros aumentou. ''Foi uma experiência incrível assistir à Fórmula 1, em Interlagos'', garante André, que presenciou a etapa final do campeonato e viu Kimi Raikkonen faturar a temporada. Além disso, o jovem descobriu o kart. Em 2008, o ronco dos motores vai continuar falando mais alto no coração e nos textos. ''Vou começar a escrever sobre automobilismo'', adianta. Os planos para o ano novo ainda incluem dedicação maior ao kart. ''Aos 15 anos quero competir'', avisa.
''Desde a parceria com a MSI estava meio na cara o que ia acontecer. Culminou com o rebaixamento'', analisa André sobre a notícia triste que se abateu sobre os corintianos no finalzinho do ano passado. Mas o Timão nunca foi assunto das colunas de André, que escreve sobre o Londrina Esporte Clube (LEC) e o campeonato paranaense. Vez ou outra surpreende seus leitores com pitadas do futebol sueco ou do letão. ''Gosto muito do campeonato inglês pelo nível técnico e também pela torcida'', explica. E é para a torcida do Tubarão (LEC) que André manda um recado. ''É preciso ter paciência'', avisa o jovem. ''Estou otimista para esta temporada'', completa.
Leitor diário do caderno de esportes da Folha de Londrina, André cita os nomes de Fiori Luiz e Flavio Gomes (do canal esportivo ESPN e do site Grande Prêmio, especializado em automobilismo como exemplos. E como fã, tem foto ao lado do ídolo Gomes, que passou por Londrina para uma etapa do Superclassic, de carros como o antigo DKW.
O gosto pelo diferente foi o que impulsionou o jovem André, cuja primeira incursão como colunista esportivo foi no site Futebol Estranho, nome que hoje batiza a própria coluna. Cheio de planos, ele conta que ainda vai ter um blog (diário virtual) para escrever sobre esporte e também vai seguir os passos da tia jornalista na hora de escolher a faculdade. Mas desde já, ele tem um ''nome artístico'': André Casaroli. ''O sobrenome da minha mãe é mais curto'', explica o colunista, que já criou um hábito ao encerrar seus textos, sempre com um simpático ''saudações alternativas''.
Para ler as colunas do André é só acessar www.papodebola.com.br/futebolestranho

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