Cauby Peixoto era a estrela da noite, se apresentando em um badalado restaurante no interior de São Paulo. Mas quando Manoel Beato, na época um jovem garçom, apareceu equilibrando uma bandeja, roubou a cena.

O cantor saiu pelo salão distribuindo o microfone para quem quissesse soltar a voz e passou o aparelho para o garçom, em uma cena que marcaria sua vida para sempre: em uma troca de funções, Manoel, afinadíssimo, saiu cantando, enquanto Cauby serviu os clientes com a bandeja. Era 1984 e Beato tinha apenas 20 anos. Foi nesse restaurante que esse paulista de Vera Cruz descobriu o amor por uma profissão que o colocaria entre os melhores do País.

Dono de um conhecimento singular sobre vinhos, trabalhou como sommelier no Maksoud Plaza. Passou pelo Saint Germain, onde apurou sua percepção de sabores e rótulos e recebeu um valioso conselho: seguiu para a Europa e aprofundou seus conhecimentos, primeiro em Portugal e depois na França - em uma colheita de uvas na Borgonha. De volta ao Brasil, aumentou sua porção sommelier no Le Bistingo, onde conciliou a arte gastronomia e enologia.

Saiba mais sobre Manoel Beato e a profissão de sommelier na matéria de Elaine Souza.

mockup