A pilha de espuma vai até quase o teto da varanda de Ricardo Moreira da Silva, que até sábado vai ter que dar conta de produzir 20 peças de dominó. Ao contrário do jogo de brinquedo, o dominó de Silva vai ter cerca de um metro de altura. Proporções exageradas para um grupo que não quer mesmo passar despercebido na festa. ‘‘Com a fantasia, as pessoas perdem a inibição’’, explica Marco Palumbo, uma das peças do dominó. ‘‘A gente queria algo que fosse coletivo’’, lembra Palumbo, que no ano passado também não economizou na espuma e com os amigos Alcides e Flávio, foi fantasiado de pênis de quase quatro metros.
‘‘Quando eles vieram com aquela idéia, eu achei que o pessoal aqui de casa fosse se assustar’’, conta Ricardo, que também confeccionou a fantasia inusitada do ano passado. ‘‘Eu adoraria ir à festa. Fui só na primeira, mas agora tenho outras responsabilidades. Se pudesse ir, faria um monstro bem elaborado, até já estou fazendo uns esboços, com muitas escamas’’, diz Silva, que é dedetizador e trabalha com fantasias e fantoches de espuma apenas nas horas vagas.
‘‘A primeira fantasia que eu fiz foi uma espiga de milho, depois fiz hidrante, sol, lua e algumas máscaras’’, lembra Silva. ‘‘A espuma é bem maleável para trabalhar, mas é preciso fazer uma boa pesquisa de mercado para descobrir o melhor preço’’, ensina. O preço do metro de espuma custa em média R$ 12. (K.M.)

mockup